A Educação em campanha eleitoral–PSD

O Ramiro já divulgou algumas das medidas para a Educação aprovadas esta manhã pela Comissão Política do PSD.

Estou genericamente de acordo com as medidas anunciadas (embora não prescinda de as analisar no detalhe) excepto na que diz respeito à introdução de exames nacionais no 6º e alargamento o número de disciplinas do 9º ano sujeitas a exame. É, a meu ver, a medida mais demagógica que se encontra no lote das propostas, porque cria a ilusão de rigor, e é a mais iníqua porque distorcerá o sentido da acção educativa por afunilar o treino dos saberes aos saberes hegemónicos criados pelos PseudoExperts do ME.

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Adenda: Consultar o programa do PSD

4 thoughts on “A Educação em campanha eleitoral–PSD

  1. Eu tenho a peregrina ideia de quem quem é assim tanto contra avaliação dos alunos, via exames, será sempre contra uma ADD que não ser meramente “formativa” e para enfeitar.

    Penso eu de que, que já li o programa todo do PSD e tem coisas boas(avaliação a todos os níveis), umas assim-assim e outras más (mais agrupamentos, maior municipalização, aumento do poder externo nas escolas).

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    1. Há muito que defendo uma ADD exclusivamente formativa. Assim mesmo, sem rodeios, Paulo. Mas estou curioso para ver como a ADD, com um forte componente externa, vai avaliar o professor em acção.

      Quanto ao programa do PSD, é mais do mesmo…

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  2. Dei um salto ao Ramiro e fugi logo horrorizada por saber, pelos comentários, que um dos quatro mais prováveis ministros da Educação se o PSD for governo, é Nuno Crato.
    Mas o que ontem verdadeiramente me assustou foi que o discursso de Passos Coelho (ou o discurso que lhe ensinaram a fazer)na apresentação do programa foi um excelente discurso do ponto de vista eleitoralista.
    Miguel, Sócrates é, não há dúvida, um liberal, mas acredito que quando o seu pé fugiu para o neo-liberalismo foi porque nem é ele, nem será Passos Coelho, que têm o verdadeiro poder, bem como nenhum governo europeu e não só, pois o vrdadeiro, tremendo e tentacular poder nem tem rosto e chama-se mercado. A diferença, é que Passos Coelho não se submete a este poder a contra-gosto, ele gosta do neoliberalismo como peixe na água.
    A 1ª coisa com que se deu a conhecer depois de líder do PSD foi com a proposta de revisão constitucional, mas depressa percebeu que isso era assassinar-se eleitoralmente, silenciou (adiou) e a memória das pessoas é curta.
    Dêem-lhe, dêem-lhe não a maioria absoluta, mas a de 2/3! Adeus nossa Constituição, adeus o que reste de Abril!
    Só me resta uma esperança: o povo, se quiseres, chamemos povinho, não é parvo, não é estúpido, pelo contrário. Mas o coro dos comentadores faz tanto barulho, que é verdadeiramente difícil a lucidez.
    Por favor, mantém a tua no que escreves! O outrÒÓlhar é o único blogue “político” que leio.

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