Ora agora encavalitas tu…

A recente iniciativa do Paulo Guinote é meritória. Por sua conta, e por conta daqueles que consigo colaboram, tem procurado afrontar o ME, também no plano judicial, algumas deliberações pretensamente ilegais. Faz bem. Não sei se alguma vez o Paulo Guinote e os seus confrades contribuíram monetariamente para as iniciativas judiciais e serviços de apoio ao professor diligenciados pelos próprios sindicatos cujo usufruto foi directo ou indirecto. Como não sindicalizado que se diz ser, presumo que já o terá feito porque não gosta de se encavalitar. Ele e todos os outros colegas não sindicalizados que diligentemente esperam uma nova oportunidade para desancar nos sindicatos.

Espero que a FENPROF faça o caminho pelo seu próprio pé, como o tem feito até agora. E não o deve fazer para evitar remoques ressabiados porque nada do que fizer será imune às críticas. Deve caminhar pelo seu próprio pé porque todos os pareceres que se angariarem serão poucos para conter a avalanche de iniquidades deste governo.

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13 thoughts on “Ora agora encavalitas tu…

  1. Paulo Guinote 30/12/2010 às 18:13 Reply

    Se for pelo próprio pé, vai ao pé-coxinho.
    Quanto ao que contribui ou deixei de contribuir, aprendi muito com o meu pai que, sindicalizado desde sempre, foi deixado a si mesmo quando precisou daqueles que, já em outros tempos e em ambiente fabril, fizeram “acordos” com o patronato.
    Aprendi então que a fidelidade dele a uma ideologia e a um partido Ique manteve até ao fim) não tinham correspondência do lado dos seus “representantes”.
    Mais recentemente tive direito a vários casos em que os gabinetes de apoio jurídico, após exigirem a sindicalização e quotização, acabaram a recomendar o abandono de certas reivindicações por parte de colegas que, depois, com outro tipo de apoio, viram os tribunais dar-lhes razão.
    Não valerá a pena insistir em concretizar, porque num dos casos é só estender a mão e recolher o material.

    Quanto a ressabiamentos, acho que são bem visíveis os mais profundos…

  2. maria 30/12/2010 às 20:11 Reply

    Ao ter contribuído para a quotização, relativa ao parecer solicitado por Guinote ao dr. Garcia Pereira, sinto-me visada neste post, pelo que, não deixarei de dar resposta. Esclareço que sou sindicalizada há 28 anos e mesmo assim não deixei de dar o meu contributo pois, acredito, que todos juntos não somos demais para “pôr fim” a esta raiva incontida e visceral contra os professores,por parte deste governo. Abstenho-me por agora de falar da incompetência do mesmo. Se estas atitudes divisionistas do professorado em tempo não tivessem existido, se os professores fossem mesmo uma classe, (unidos com um mesmo propósito), talvez não vivessemos o agora presente momento, de perfeita loucura persecutória da “classe”. Todas as iniciativas são poucas e benvindas para, se mais não se conseguir, mostrar que há ainda Professores que, não são afinal “objectos incapazes de reagir e pensar” como alguns querem fazer acreditar. Pode não valer de nada mas, pelo menos, fico com a consciência tranquila por ter tentado. E, ainda que muito mais houvesse a referir, por aqui me detenho.

  3. Paulo G. Trilho Prudêncio 30/12/2010 às 22:58 Reply

    Viva Miguel.

    Que raio de coisa esta. Sou sindicalizado desde sempre, mas isso não me impede de pensar. Os sindicatos assinaram um entendimento, em Abril de 2008, com um governo encostado às cordas e em que uma avaliação desmiolada tornava insana a vida nas escolas (os sindicalistas assobiavam para o lado) e foi preciso muitos de nós fazerem sei lá o quê para em Novembro de 2008 se ter derrubado uma parte da coisa. Pediu-se um parecer com o contributo de muita gente e o tom deste post é muito injusto Miguel.
    Só faltava esta, realmente. Mas que grande injustiça. Andamos a tentar pagar o parecer sobre a inconstitucionalidade dos cortes e gostaríamos de considerar o contributo de todos para o NIB público. Afinal as quotas servem para quê? Tanto dinheiro pago a gráficas para inundar as escola com papel caríssimo e por aí fora e organizações governadas por pessoas com mandatos tão sucessivos como os caciques que tanto gostam de apontar. Não, esta não esperava mesmo.

    Abraço.

  4. Miguel Pinto 30/12/2010 às 23:38 Reply

    Paulo
    Terás razões fundadas para criticares a gestão despesista das direcções sindicais.
    Quanto ao resto, nada tenho a acrescentar.
    Abraço

  5. Paulo G. Trilho Prudêncio 30/12/2010 às 23:46 Reply

    Viva Miguel.

    Estás poupadinho 🙂

    Aquele 2011 extensivo aos teus.

    Abraço.

  6. fjsantos 31/12/2010 às 12:31 Reply

    Viva Miguel,
    Venho desejar-te um Bom 2011, pelo menos correspondente a tudo quanto formos capazes de construir apesar de tudo o que atrapalha o caminho.
    Quanto ao post tenho que dizer que concordo totalmente com a posição que assumes.
    É que os cristãos que dão a outra face não fazem parte desta “guerra”.
    A Maria e o P.Prudêncio têm todo o direito de contribuir da forma que quiserem, para as causas que quiserem e acreditando que esse contributo é o mais correcto para alcançar os objectivos que perseguem. Agora quem faz questão de permanentemente atirar pedras aos sindicatos (não os incluo a 100% neste rol), e tem como ponto de honra rejeitar que estes sejam seus legítimos representantes, deve assumir que não quer obter nenhuma vantagem do trabalho realizado pelos sindicatos, ou então faz questão de contribuir com a quota respectiva. Quanto mais não seja porque é essa a argumentação que sustenta a ideia dos “encavalitanços” tão propalada pelos “in”dependentes.

  7. Paulo Guinote 01/01/2011 às 22:09 Reply

    Poderia lembrar que o dinheiro recolhido também serviu para apoiar colegas quando houve “quem” deixasse de o fazer.
    Mas seria feio relembrar episódios, até porque alguns defensores do “colectivo” são os primeiros a acusar os camaradas.

    Quanto ao “encavalitanço” ou não, por acaso já escrevi sobre o que (não) iria fazer. Só que o Miguel só lê quando lhe interessa.

  8. mariazeca 01/01/2011 às 22:51 Reply

    Há mini-maxi’s que não devem deixar de fazer parte dos desejos.
    Mas pessoas são isso mesmo. Pelo que, mesmo enquanto não forem realidade, não deverão deixar de o ser. E no dia de Ano Novo não se desiste, mesmo.
    Uma amiga comum costuma dizer que as costas dos outros são o nosso espelho. Cuspir para o ar, sempre teve aqule dito efeito. Bom Ano.

  9. Paulo Guinote 02/01/2011 às 16:45 Reply

    Santos, Santos & Pinto, a tríade essencial para compreendermos a “luta” nas suas diversas vertentes.
    😆

  10. mais um fenprofiano que não é dos "santos" 03/01/2011 às 09:31 Reply

    Guinote & Fafe, S.A. Lda = os “verdadeiros homem da luta” (contra os sindicatos)

  11. maria monteiro 03/01/2011 às 10:46 Reply

    Outra vez a fomentar estas lutas “fraticidas”?
    Sindicalizada desde 1975, contribuí para o parecer pedido ao Garcia Pereira.Claro!
    Por favor,discutam ideias!! Não agridam o” inimigo” imaginário!Juntos ,todos,agredamos o real!

  12. mariazeca 03/01/2011 às 11:21 Reply

    É deprimente pensar a quanto baixam pessoas que até pareciam ter algo no alto do cachucho! 🙄
    Sem lutinhas da treta parece que a coisa não rende.
    Deixei de frequentar determinados blogues por isso, mas acho giro que, pelos vistos, não seja deixada em paz.
    Um destes dias, penso que haverá quem comece a lutar consigo próprio, não por falta de adversários úteis, mas porque estas guerrinhas é que dão pica.
    Há tanta coisa pela qual teremos que lutar, bolas, deixem-se disso!
    Bom ano.
    Sim, pa(ma)ternalista, pois….

  13. Paulo Guinote 04/01/2011 às 14:28 Reply

    Andas enviesada, rapariga.
    Não tenho “cachucho”, na minha terra isso é sinónimo de “anel”.
    Lutinhas da treta são outra coisa, da qual um dia será feito o balanço.

    Por exemplo, porque havia “correias de transmissão” e “pedidos” de posts…

    Muito esquece a quem convém…
    😆
    😆

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