Chegamos ao ponto de partida

A IGE publicou o relatório da Avaliação Externa das Escolas no qual foram avaliados 300 agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.

Desde 2006, primeiro sob a responsabilidade de um Grupo de Trabalho para a Avaliação das Escolas, depois sob a orientação da IGE, que existe um programa de avaliação externa das escolas.

Face ao quadro de referência definido, a comparação da distribuição das classificações por domínio de 2006-2007 a 2009-2010 (gráfico anexo) permitem-nos perceber os ganhos obtidos ao longo do quadriénio.

Sem me deixar conduzir pelo sectarismo primário, não é possível afirmar que existem ganhos em qualquer dos domínios da avaliação.  Estamos exactamente no ponto de partida.

Um especialista em “economês” dirá que com menos dinheiro, o serviço oferecido pelas escolas não perdeu qualidade.

Um especialista em educação dirá que o barato sai caro. Porque se projectarmos  os danos nos ambientes escolares impulsionados pelo “novo” modelo de gestão escolar, se conjecturarmos os efeitos do ECD na capacidade de regeneração dos professores face à intensificação do seu trabalho, o que se vier a poupar no ME será gasto no Serviço Nacional de Saúde.

IGE

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Um especialista despretensioso dirá que famigerado modelo de gestão autocrático imposto por MLRodrigues nada acrescentou à qualidade das lideranças, bem pelo contrário, e provocou uma diminuição da capacidade de auto-regulação e melhoria das escolas.

Um especialista em charadas dirá que a eficiência e o rigor era, obviamente, conversa para analistas incautos!