Dúvida metódica

O ME, numa manobra de pura propaganda, impôs a Educação Sexual às escolas. Começando a casa pelo telhado não garantiu a formação adequada aos professores envolvidos nos projectos, como se comprometera, e exige que as escolas façam qualquer coisinha. São doze horas por ano lectivo a fazer-de-conta que se tratam com a seriedade devida as matérias respeitantes à educação para a saúde e educação sexual.

Como tem sido habitual, o ME é apressado a ordenar e preguiçoso a cumprir com as suas obrigações.

Mas não é sobre esta óbvia demissão do ME que emerge a minha dúvida, o meu questionamento, a minha inquietude relativamente à aplicação da norma aos cursos profissionais:

Atendendo à lógica de funcionamento dos cursos profissionais, lógica essa que está subjacente aos contratos de formação, como enquadrar a abordagem das temáticas da Educação Sexual nas várias disciplinas cujos conteúdos programáticos são estanques?

Terão os professores destes cursos de repor as aulas que ficam por leccionar para acolher as temáticas da Educação Sexual?

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