Dor-de-cotovelo

Foi requerido ao Tribunal Constitucional (TC) a apreciação preventiva do diploma que compensa os funcionários públicos regionais pelos cortes salariais da função pública. (Fonte)

Independentemente do que vier a ser declarado pelo TC, Carlos César esteve bem ao demarcar-se de José Sócrates. É acusado de falta de solidariedade pelos seus colegas partidários e de uma boa parte da oposição, no continente. Percebo a reacção dos socialistas continentais pela aleivosia de Carlos César. Não percebo que os contestatários à solução encontrada por José Sócrates se deixem dominar pela inveja.

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10 thoughts on “Dor-de-cotovelo

  1. José Manuel Faria 11/12/2010 às 19:47 Reply

    Concordas com o que César fez?

  2. Miguel Pinto 11/12/2010 às 20:36 Reply

    Claro que concordo, Zé Manel. César não alinhou no discurso demagógico de Sócrates e evitou a ampliação da iniquidade.

  3. José Manuel Faria 11/12/2010 às 21:31 Reply

    Então defendes nos Açores: a trabalho igual salário diferente ( a maioria não tem compensação)! Isto não é Democracia.

  4. Miguel Pinto 11/12/2010 às 21:51 Reply

    Quem meteu a mão no bolso dos funcionários públicos foi José Sócrates, com a conivência do PSD. César respeitou os funcionários públicos da sua região. Não invertas o ónus da culpa, Zé Manel.
    Salário igual para trabalho igual? Explorando o teu argumento defendes, no limite, salário igual para todos os professores: contratados e professores do quadro? Será falta de democracia? Dirás que são casos incomparáveis, certo?

  5. José Manuel Faria 11/12/2010 às 22:37 Reply

    “César respeitou os funcionários públicos da sua região.” Mentira, a maioria dos fp nos Açores estão iguais aos de Portalegre.

    Salário igual para trabalho igual? Claro, ou defendes salários diferentes para profs do 8º escalão em Vizela!

  6. Miguel Pinto 11/12/2010 às 23:16 Reply

    O conteúdo funcional de um professor do 8º escalão é igual ao conteúdo funcional de um professor do 3º escalão, Zé Manel. Trabalho igual, salário diferente. Certo?
    A iniquidade existe com ou sem cortes salariais dos fp regionais. E existe iniquidade a partir do momento em que o governo elege um grupo de profissionais para suportar sacrifícios que deveriam ser suportados por todos, púbicos ou privados. Que bom seria se canalizássemos o nosso descontentamento para conter esta investida sectária, Zé Manel…

  7. donatien 11/12/2010 às 23:48 Reply

    De facto não tinha equacionado a questão desse ângulo…
    Quem nos está a roubar é o zèzito com a cumplicidade do senhor dos passos…

  8. mariazeca 12/12/2010 às 08:20 Reply

    A defesa do “trabalho igual, salário igual aplicada aos profs passa a ser algo perfeitamente anedótico!
    Ou seja, consideramos que o conteúdo funcional de um colega que fica sem turma porque é avaliador, ou que reduz uma data de horas nessa base deve implicar maior ou menos salário que o colega que bate as suas 11 turmas? E atenção, podem ser do mesmo escalão, nem é isso que está em questão.
    O que está em questão é mesmo é que, como diria a Milú, “em Portugal” nos roubam – para além das outras formas extras que conhecemos – no mínimo 5% para quem tem – qualquer prof desde o início de carreira tem – mais de 1500€ ILÍQUIDOS. O Carlos César, demagogicamente ou não, mas neste momento penso nem ser isso que interessa, como em várias outras situações – relembro a não existência de Titulares, de Directores, a carreira com 8 escalões, etc – resolveu ir contra os (des)mandos do continente.
    O reizinho Alberto fá-lo quase diária e boçalmente, mas abre os cordões à bolsa para coisas que lhe interessam mais.
    E sim, experimentem “emigrar” para os Açores, sair daqui tem muitas vantagens.

  9. José Manuel Faria 12/12/2010 às 11:48 Reply

    Muito bem. Um fp dos Açores nas mesmíssimas condições que um continental pode ganhar por ano mais 2 000 euros que a culpa é do Sócrates porque baixou os outros. Em 2012, os salários dos continentais continuarão com os mesmos valores, e os açorianos também, mais 2 000 euros, tudo bem.

    Mas, não esquecer, o fp tem de ser Açoriano, caso seja um continental a trabalhar nos Açores, o César discrimina.

  10. Miguel Pinto 12/12/2010 às 12:32 Reply

    A defesa do “trabalho igual, salário igual aplicada aos profs passa a ser algo perfeitamente anedótico!
    Ainda coloco uma hipótese para remediar essa situação esotérica (seria um enorme retrocesso perder o ECD) de “trabalho igual, salário igual” aos professores.
    Encontrar um valor médio para uma profissão com a duração de 30 anos, 28, 35 (enfim, o número de anos que o ECD previra no momento em que entrámos na profissão) e ressarcir os professores pelo número de anos que auferiram vencimentos abaixo desse valor médio.
    Mas não é isso que eu defendo, obviamente, mariazeca!

    “o fp tem de ser Açoriano, caso seja um continental a trabalhar nos Açores, o César discrimina.”
    Se é assim como dizes, Zé Manel, está mal!

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