A escola, esta escola não é a alternativa.

Passei agora mesmo pela rtp2. O Instituto de Emprego e formação Profissional fazia a promoção do EuroSkills/ Lisboa 2010 – Feira Internacional de Profissões. Gostei de ver os testemunhos dos jovens seleccionados, com idades compreendidas entre os 18 e 24 anos. Eram jovens ambiciosos, focados na profissão, confiantes e entusiasmados. Pensei nos meus alunos dos cursos profissionais e não achei nenhum com estes atributo. Talvez não sejam alunos de elite. Infiro que tenho apenas alunos normais se se considerar a excelência como uma anormalidade. Tenho alunos, alguns, que ambicionam concluir o ensino secundário e “agarrar” a área de formação; outros, não querem nada, não querem nada da/na escola; alguns pretendem concluir o ensino secundário; uma minoria quer prosseguir os estudos, ligados ou não à área profissional.

Não sei se os cursos profissionais foram pensados para esta elite de jovens. O ensino superior não pode ser a única via profissional; urge desenvolver a formação profissional de nível médio para satisfazer as necessidades de formação dos jovens e dos mercados laborais. Mas ainda não há alternativa para os outros: Para aqueles jovens cujo trabalho, na escola e fora dela, não diz nada.

Se esta escola não é uma alternativa, onde está a alternativa?