Mais Filosofia e menos avaliatite

Exame de Filosofia vai ser reposto no ensino secundário

Quando li o título da notícia ainda pensei ser surpreendido à medida que o corpo da mesma fosse despido. A minha esperança era ver reforçado o peso da disciplina no ensino secundário, um sinal de reconhecimento do papel da disciplina na formação dos alunos. É difícil de compreender que as principais associações de profissionais da disciplina, a sociedade portuguesa e pela associação de professores de Filosofia, não façam qualquer referência a este facto e pareçam regozijar-se apenas com a inclusão da disciplina no lote de exames obrigatórios para a conclusão do ensino secundário. É triste constatar a pobreza de argumentos que são usados para legitimar o “lugar” da disciplina na escola. E é ainda mais triste quando se esperava destes representantes profissionais mestria no uso do argumento.

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4 thoughts on “Mais Filosofia e menos avaliatite

  1. Sérgio Lagoa 21/11/2010 às 09:20 Reply

    Resulta para mim claro que a devolução do exame nacional à disciplina constitui um reforço da sua importância no ensino secundário. Quando o exame de 12.º ano deixou de ser obrigatório, a disciplina praticamente desapareceu do currículo. Claro que isso não significa que só as disciplinas que têm exame nacional são importantes, mas também é evidente o seu contrário: os alunos, a sociedade valorizam muito mais as disciplinas que lhes permitem ter os exames específicos de acesso à universidade.

    Quanto à tibieza dos argumentos apresentados, ressalvo que se trata de uma peça jornalística e que as posições das ditas organizações (APF e SPFil) forma devidamente desenvolvidas aquando da suspensão do exame nacional, por mão de Valter Lemos .

  2. Paulo G. Trilho Prudêncio 21/11/2010 às 12:07 Reply

    Viva Miguel.

    Gosto deste layout; muito mesmo; boa escolha.

    Compreendo o teu post. Fiz um sobre o assunto e este dilema assaltou-me. Todavia, e nas circunstâncias actuais, compreendo perfeitamente a sensação de vitória de quem se bateu por esta importante causa.

    Abraço.

  3. Miguel Pinto 21/11/2010 às 13:58 Reply

    Sérgio e Paulo

    É verdade. A peça jornalística é redutora e não traduz plenamente as preocupações do grupo profissional. Nós, professores, vivemos na pele o afunilamento jornalístico e a dificuldade em fazer passar a mensagem à opinião pública acerca dos grandes desígnios da profissão, que não se reduzem a saber se queremos ou não uma avaliação ou, ainda mais concretamente, se ela deve ser ou não exclusivamente sumativa.
    O que eu critiquei foi a oportunidade perdida pelas organizações profissionais em adjudicar-se o direito de alertar para o que devia ser uma das suas grandes preocupações: ganhar espaço e tempo nos planos de estudo antes mesmo de cantar uma vitória que é, a meu ver, de Pirro. 😉

  4. Sérgio Lagoa 21/11/2010 às 16:35 Reply

    Pois. Mas não creio que este seja o momento para reivindicações desse género. Comparada com a realidade de há 15 anos, o número de professores de filosofia baixou drasticamente a ponto de se tornar difícil obter professores substitutos. Continua a haver desemprego? Sim, mas fiquemos por aqui 😉

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