Desagregação social

Desde que vi José Sócrates ser reeleito depois de um mandato que conduziu o país ao abismo, todas as hipóteses são plausíveis, ou quase. Até a hipótese traçada pelo Ramiro: “O buraco na Caixa Geral de Aposentações não pára de aumentar. Chegará a um ponto insustentável. E a desgraça maior vai ser quando as gerações de professores que têm hoje menos de 50 anos de idade atingirem a idade da reforma. Nessa altura, não haverá dinheiro para lhes pagar.”

Neste cenário cada vez mais real de desagregação social induzida, também, pela extinção do princípio de solidariedade na gestão do dinheiro da Caixa Geral de Aposentações (CGA) (as reformas dos actuais pensionistas são asseguradas pelos descontos dos trabalhadores no activo), por quanto tempo é possível evitar que os trabalhadores exijam reter, para proveito próprio, a fatia do seu rendimento destinada a alimentar o buraco negro da CGA?