Uma medida acertada.

A proposta do Orçamento do Estado para 2011 prevê que os bibliotecários as escolas passem a dar aulas a pelo menos uma turma.

Será, talvez, a medida mais acertada no âmbito dos cortes da Educação no Orçamento do Estado para 2011. Facilmente se percebe que há funções e actividades que requerem dos professores uma disponibilidade total. Estou a pensar nos cargos de direcção de topo de um sindicato, do serviço prestado nas Direcções Gerais (e como não reconheço qualquer utilidade às DRE’s, todos os professores destacados deveriam regressar às escolas). É verdade que para os professores do 1º ciclo é difícil compatibilizar, para não dizer que é impossível no quadro da mono docência, qualquer cargo de direcção de topo de um sindicato ou de uma direcção de escola com a actividade docente. Nos restantes níveis de ensino, parece-me positivo que os professores mantenham uma relação de proximidade com os alunos e que só as actividades lectivas possibilitam.

Fazer regressar os colegas bibliotecários às salas de aula é, por essa razão, uma boa medida. É uma pena que não lhes sigam os passos os directores e os vice-directores de escola.

6 thoughts on “Uma medida acertada.

  1. Desde que não consideres a educação pré-escolar uma zona subsidiária do 1º ciclo (ou mesmo uma coisa nenhuma que nem é nível… ;)), perfeitamente de acordo.
    Tenho algumas dúvidas relativamente aos directores, por razões de índole pedagógica, dado duvidar que o que lhes é exigido permita dar aulas a uma turma, com níveis de assiduidade minimamente decentes.

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    1. Claro, claro, mariazeca… 🙂 Seria até uma heresia considerar a educação pré-escolar uma zona subsidiária… e logo eu que lecciono uma disciplina que uma certa pseudo elite considera acessória 😉
      Quanto à “orgia burocrática” que os “novos” directores têm de promover, até percebo o dilema destes colegas. A minha experiência fugaz de direcção e o regresso à sala de aula permite-me garantir que o “cheiro do balneário” é o melhor antídoto para evitar a alienação.

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  2. pessoalmente não me incomodaria mesmo nada regressar à escola;
    para quem está distante desta realidade acredita que teria mais tempo disponível, mais oportunidades de fazer outras coisas;
    aproveito este teu espaço para dizer àqueles que se insurgem contra as dre que a regionalização assim não terá sentido e certamente serão conta a lógica de problemas locais com soluções locais;
    mas percebo, hoje melhor que em tempos, o porquê da aversão às dre…

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    1. Já fui mais optimista… ou crente… quanto importância do “localismo” das políticas públicas de educação. À medida que vou conhecendo práticas paroquiais que se vão fomentando em algumas DRE´s e, essencialmente, nas autarquias com as experiências surrealistas com as AEC’s, mais me convenço que seria um mal menor centralizar. Vê lá bem onde cheguei 😉

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