Olha para o que digo…

O Paulo Guinote desafia as estruturas sindicais a “apelar aos seus dirigentes e delegados que abandon(ass)em os cargos que ocupam nas estruturas de gestão escolar ou de coordenação que impliquem participação no processo de ADD.” Se bem entendi a provocação, o Paulo defende que, nomeadamente, os Relatores renunciem à função para a qual foram designados. E defende esta acção individual por entender que ela seria coerente com as posições defendidas pelas estruturas sindicais. Dito de um modo mais simples: em nome da coerência e independentemente de haver ou não enquadramento legal para sustentar uma determinada forma de luta, o Paulo acha que os professores devem resignar a um serviço com o qual discordam.

Passei de relance a um conjunto de funções que mereceriam igual atenção e que, em nome da coerência, os professores deveriam renunciar. Desde a função de director de turma, cargos de coordenação, à simples função de professor, não faltam funções para contestar e renunciar.

Só não percebo por que razão os defensores das lutas a solo precisam de se amparar em recomendações das estruturas sindicais para agir em coerência.

Bem prega Frei Tomás…