Já há metas?!

Sempre houve metas de aprendizagem. Um professor que não se limita a programar as suas actividades lectivas pela cartilha do manual escolar, que disseca os programas nacionais para definir prioridades na selecção das matérias de ensino, dispensará esta pseudo articulação vertical cuja aplicabilidade é, evidentemente, facultativa.

Com esta prescrição inócua, o ME acabou de passar mais um atestado de menoridade aos professores.

Onde errei, senhores?

muito obrigado, senhores (*)

[…] Não prometo voltar ao tema, até porque me é doloroso e as nossas feridas devem lamber-se em silêncio – para não perturbar alheios regozijos.
Sou funcionário público. Em dedicação exclusiva desde que, em novo, me obrigaram a isso e eu acreditava nisso sem reservas.
Nos dias de hoje já me não obrigam a exclusividades, mas acontece que já passaram quase vinte e cinco anos. Acontece, também, que dediquei esse meu tempo quase inteiro a tentar ser um bom funcionário público e que, suprema aberração do meu pobre entendimento, creio tê-lo conseguido. E que, como se não bastasse, acredito ainda nisso, nessa coisa de ser funcionário público em exclusiva dedicação, sem reservas que me esmoreçam demasiado. Por enquanto.

(continuar a ler)