Constrangimentos na formação contínua.

A oferta de acções de formação contínua foi reduzida, pela resolução do Conselho de Ministros nº 137/2007 de 18 de Setembro, a um programa de formação e certificação TIC e só um terço dos professores podem aceder à formação. A selecção de docentes é da responsabilidade da direcção do agrupamento ou escola não agrupada. A oferta unilateral de acções de formação parece cercear o direito à formação contínua embora, recuemos até 2005, as dificuldades colocadas no acesso decorrem do esotérico entendimento do ME de que o professor deve “procurar” a formação na área geográfica da escola a que pertence, considerando que essa área coincide com a área do distrito. É um problema que tem levado muitos professores a recorrer à formação paga, muitas vezes a peso de ouro, por não poderem comprovar que houve impossibilidade de acesso à formação em relação às acções que decorreram durante o período de permanência em serviço no escalão em que se encontrava o docente.

Focados no dever, muitos professores esquecem o seu direito à formação: O direito de receber a informação, na sua escola, das acções de formação creditadas e oferecidas pelos centros de formação da área geográfica a que pertencem. Suspeito, seriamente, que essa informação tenha sido fornecida, como refere o Despacho n.º 16794/2005:

6 – Para efeitos de verificação de cumprimento das condições referidas nos números anteriores, as entidades formadoras devem publicitar as acções de formação creditadas junto das escolas da área geográfica a que pertencem.

(o sublinhado é meu)

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7 thoughts on “Constrangimentos na formação contínua.

  1. arlindovsky 11/09/2010 às 13:08 Reply

    Mas acho que sabes o que vem ai, certo?

  2. Miguel Pinto 11/09/2010 às 14:18 Reply

    Vem aí uma alteração ao regime jurídico da formação contínua. E pelo andar da carruagem não se espera nada de bom 😦 Tens o projecto?

  3. arlindovsky 11/09/2010 às 14:23 Reply

    Não tenho.

    Mas como se costuma dizer:
    Não há dinheiro não há vícios.

    • Miguel Pinto 11/09/2010 às 14:26 Reply

      Sem o direito à formação (gratuita) não há dever, certo?

  4. arlindovsky 11/09/2010 às 15:25 Reply

    Mais ou menos.

    Pode a formação vir a ser um pouco de tudo.

  5. IC 12/09/2010 às 00:56 Reply

    “Formação dos docentes em tecnologia”… “competências em TIC”…..
    Espero vir a ter a resposta à pergunta com que termino o meu post de há uns dias “TIC… mais TIC… e mais TIC no ensino”

    • Miguel Pinto 12/09/2010 às 11:11 Reply

      Tens razão, IC. O problema da formação em TIC não deve ser técnico. Deve ser, em primeiro lugar, um problema pedagógico! Como dizes, e bem:”o formador tem que estar apto a sensibilizar os formandos e a dar-lhes perspectivas de recursos diversos a fim de que cada um possa sentir apelo e motivação de acordo com a sua apetência, de acordo com o que seja mais significativo para si próprio, de modo a sentir-se atraído pela inovação ou pelo desejo/necessidade de mudança face a eventuais (ainda há muitos – demasiados) métodos retrógados anquilosados.”

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