Não há como esconder a cabeça na areia.

Man29Maio Só por conveniência retórica é que o fjsantos disse acreditar que a blogoEsfera docente está alheada da manifestação de professores, no dia 29, por distracção e cansaço. Se há característica que marca um blogger é a vigilância. Não sei se a razão de fundo desse alheamento tem que ver com um preconceito elitista que recusa misturar num movimento comum a casta de profissionais intelectuais com trabalhadores braçais. O que eu sei é que este apelo da FENPROF à mobilização dos professores, num momento em que se prenuncia a degradação das condições sócio-profissionais com o pretexto dos PEC’s, deita por terra não só as teorias conspirativas daqueles que classificavam a FENPROF como parceira de tango do ME, como desmascara uma astuciosa tendência protestativa de alguns movimentos de professores, afinal, um mero truque para ganhar protagonismo.

Como comentei no blogue do fjsantos, se os sindicatos organizam uma contestação, não deviam porque apenas servem interesses partidários, do PCP, obviamente. Se não contestam, os tipos têm uma aliança com o ME que não interessa aos professores.

Enfim… alguns movimentos escondem a cabeça na areia e não aderem à contestação porque não colhem protagonismo; alguns bloggers de massas não aderem porque, paradoxalmente, não gostam das aglomerações de massas.
E nós vamos cantando e rindo até à próxima convulsão profissional…

Vida difícil!

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5 thoughts on “Não há como esconder a cabeça na areia.

  1. fjsantos 22/05/2010 às 20:42 Reply

    Miguel,
    conheço bem as limitações da nossa luta* e, por isso, prefiro acreditar na boa vontade dos professores, no seu espírito altruísta e numa genuína intenção de defesa da escola pública, não motivada por quaisquer interesses corporativos.
    É esse o credo dos bloguers de referência na luta dos professores (pelo menos a acreditar na propaganda que deles fazem os OCS) e quero continuar a acreditar nessa “estória”.

    * luta dos professores portugueses contra as políticas neoliberais, que pretendem reconduzir a escola de massas à sua forma elitista de reprodução das diferenças sociais, tão bem cumprida nos “gloriosos 40” do Estado Novo.

  2. Paulo Guinote 22/05/2010 às 22:57 Reply

    Miguel,
    Regressaste ao enviesamento, marca d’água da frontalidade.
    Não escrevi, nem deixei de escrever.
    Escreverei.
    Quanto for o tempo que acho certo.
    Não quando a vocês dá jeito.

    Pegar de empurrão não é comigo, desculpem lá.

    Francisco, não te metas no que notoriamente não sabes.
    Ler um livro do Nóvoa não chega para perceberes a História da Educação no século XX.

    Suja as mãos, vai aos arquivos, pede ajuda ao Gundisalbus.

    • Miguel Pinto 22/05/2010 às 23:14 Reply

      “Regressaste ao enviesamento, marca d’água da frontalidade.”
      É verdade. Regressei ao teu ponto de partida. 8)

    • fjsantos 22/05/2010 às 23:49 Reply

      Paulo,
      temos pena que um reputado especialista como tu não esteja a orientar as teses dos novos candidatos a doutor, mas isso é apenas pena, e não dor de cotovelo algum.
      Mais pena é de que, não tarde, acabes a falar sozinho com mais uns quantos yesmen e yeswomen que descobriram em ti o novo Edir Macedo. É que, apesar de tudo, e enquanto pessoa, tens muito mais valor do que o charlatão da IURD.

  3. […] CVC que me mandou um mail a pedir uma mini-sondagem. Em seguida destaco as do Francisco Santos e do Miguel Pinto, dois colegas e activistas que parecem incomodados com o facto de eu não ter dito nada sobre o […]

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