O PROmova conta espingardas.

O PROmova, pela voz dos seus dinamizadores, diz que está cansado dos remoques de falta de representatividade e de ausência de ligação ao sentir dos professores nas escolas.

Passando ao lado da ironia da vitimização, na medida em que os próprios movimentos emergem da presunção da ausência de representatividade sindical e fazem assentar a sua retórica na desvalorização da ideia de representatividade, importa sublinhar a oportunidade desta iniciativa.
E considero que a iniciativa é oportuna porque o que está em jogo não é uma discussão de ideias ou uma tertúlia blogoEsférica. O que está em jogo é a intervenção política de um conjunto de professores que se dizem representantes de uma parte da classe. É bom que os dinamizadores destes movimentos saibam quem representam; é bom que os professores saibam qual é o modus operandi dessa representação, designadamente, quem suporta as despesas de representação, qual o alcance temporal dessa representação, etc., etc.

Aliás, defendo a ideia da transparência também para os movimentos sindicais. Defendo que o ME deveria publicar os dados relativos à representatividade sindical e todos, sindicalizados ou não, ganharíamos com a clareza deste processo até porque seria possível aquilatar algumas das iniquidades da lei sindical que maltrata os sindicatos de professores mais representativos.