Ensino axiologicamente inócuo.

Mais em baixo mantive uma boa conversa com o PPrudêncio suscitada pela questão:

Uma Escola que Educa terá mais responsabilidades do que uma Escola que se preocupa fundamentalmente com o Ensino?

Recupero a questão depois de ler um breve resumo, no blogue do Ramiro, da conferência de Santana Castilho em Santarém.

Uma coisa é recusar a ideia de que a Escola não pode ser uma espécie de pronto socorro da sociedade ou o bode expiatório dos problemas societais, incrementando-lhe responsabilidades e funções, até porque a Escola pode muito mas não pode tudo.

Outra coisa é defender a ideia de que a Escola deve preocupar-se apenas com o Ensino e deixar a Educação para a família. Nenhuma Escola se deve substituir à família, a não ser que a família do sujeito seja a Escola. Mas isto só acontece por demissão de alguém, obviamente.

Mas se aceitarmos a ideia de que a Escola deve preocupar-se apenas com o Ensino, recusando definitivamente a pedagogia que defino de forma ligeira como a arte de educar, faz todo o sentido recrutar agentes policiais a tempo inteiro de forma a garantir a ordem pública no interior das escolas. Em vez de auxiliares passaríamos a ter polícias (esta ideia não é nova e já há escolas “problemáticas” com forças policiais disfarçadas de auxiliares). Simples!

Contudo há um problema que pode baralhar esta iniciativa esotérica: será possível ensinar sem transmitir valores? Será o ensino inócuo sob o ponto de vista axiológico?

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