O meu balanço da greve: Este o tempo de carpir as mágoas!

Aderi a todas as greves que foram decretadas e em todas encontrei motivos para a grandeza da contestação. Em todas as greves que realizei senti justeza no protesto e por isso saí, uma vez mais, depurado.

Por se tratar de algo que tem que ver com a consciência profissional e, como escrevia um comentador num texto mais em baixo, com a mundividência de cada um, o número, o resultado, ou a contagem das espingardas, só adquirem importância no momento em que o meu problema for o problema do grupo e da organização à qual pertenço – funcionário público com um estatuto especial… mas cada vez menos.

Olhando para o problema sob o ponto de vista organizacional, é provável que os resultados traduzam mais um gemido do que um rugido. Aliás, gemer e lastimar é o estado normal dos professores face ao estado da educação. O que é uma pena porque no momento em que os professores rugiram fizeram tremer o sistema e imobilizaram as políticas de desqualificação profissional. O problema é que os professores rugem só em duas ocasiões: quando sentem ameaçada a sobrevivência profissional; e quando procuram a manutenção de um estado de sanidade mínima.

Este é o tempo de carpir as mágoas!

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One thought on “O meu balanço da greve: Este o tempo de carpir as mágoas!

  1. Jorge Guimarães 05/03/2010 às 12:48 Reply

    Agora sim, estou contigo a 100%. Ainda não acabei de carpir mágoas, pois sinto-me muito magoado. Vou dedicar-me ao canto, porque como diz o povo, quem canta seu mal espanta…

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