Ministérios da Educação e Segurança social não se «falam»

O Ministério da Educação não terá dado ao Ministério do Trabalho e Solidariedade Social todos os dados dos alunos matriculados no ensino público no ano lectivo 2009/10 e, agora, muitos pais estão a ser obrigados a devolver o dinheiro do abono de família, por não terem feito «prova» de que os filhos estão na escola. Algo que, por lei, estão dispensados de fazer.

I just called to say…

Movimentos desconcertantes.

A não ser que os dirigentes da APEDE, MUP e PROmova se representem a si próprios, ou que os referidos movimentos representem um pouco mais de meia dúzia de professores, não entendo o ponto 5 do seu comunicado, onde se lê:

5. a marcação desta greve foi, mais uma vez, decidida pelas cúpulas sindicais e à revelia da auscultação da vontade dos professores.

Não quero acreditar que a não adesão à greve tenha sido decidida pelas cúpulas dos movimentos e à revelia da auscultação da vontade dos professores. Querem ver que o Alzheimer já me apanhou ao virar da esquina?…

Quanto aos restantes pontos do comunicado, não há muito que comentar. A não ser a óbvia contradição de quem, não sendo responsável pelo acordo (logo, não estaria vinculado aos termos desse acordo) e que até “considera a justeza da greve para muitos funcionários públicos” e não existindo “qualquer discordância de fundo com a maioria das razões invocadas para a justificação da mesma”, decide não alinhar.

Vamos lá admitir que é desagradável não ter agenda, ou que a agenda passa por contestar a agenda sindical, ou que a agenda é a agenda do “não vai dar certo” porque queremos ganhar espaço a qualquer preço.