Paulo Rangel (entrevista) – equívocos e contradições

1. “O que é fundamental na escola é exigência e rigor no ensino”.

O centro da educação é o SABER, não é o aluno, se o que importa é a transmissão desse saber geracional, importaria saber como esse SABER é transmitido. Logo, o que importa é o sistema de avaliação de professores. Logo não faz sentido que seja considerado “muito mais importante, por exemplo, o sistema de avaliação dos alunos e de qualidade do ensino do que o sistema de avaliação dos professores”

2. “Uma escola pública facilitista é a que mais favorece a estratificação social.”

“há um outro problema: há, realmente, casos de franjas económico-sociais(…)que é a questão do abandono escolar. Eu aí, sinceramente, só vejo uma solução: a introdução de um ensino profissional mais cedo.”

Se há uma oferta do ensino profissional em idades mais baixas, aos 12, 13, 14 anos, que alunos frequentarão estes cursos? Com um percurso académico regular, sem retenções, o aluno estará no 7º ano de escolaridade, com 12 anos escolherá um curso profissional porquê? Porque tem baixas expectativas de futuro. Os cursos profissionais nestas idades apenas serviriam para promover a estratificação social, não é verdade caro PRangel?

3. “Introduzindo um ensino profissional misto a partir, talvez, do 7º ano de escolaridade. Aceitar esse encaminhamento sem lhes fechar a porta, caso eles queiram regressar a um sistema puramente académico.”

Não fechar a porta aos alunos que decidissem seguir uma via profissional significa o quê? Promover percursos alternativos análogos aos percursos actuais dos CEF’s no EBásico e dos Profissionais do ESecundário? Será dessa exigência a que se refere ao longo da entrevista?

4. “acho que se nós introduzirmos, por exemplo, um sistema de exames nacionais, temos uma forma automática da avaliação dos professores e de avaliação externa.”

“-Fazia a avaliação dos professores através da avaliação dos alunos?
– Não. Estou a dizer que a avaliação dos alunos é umas das formas de fazer avaliação externa aos professores.”

Beem… importa-se de repetir?

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3 thoughts on “Paulo Rangel (entrevista) – equívocos e contradições

  1. Paulo G. Trilho Prudêncio 18/02/2010 às 23:58 Reply

    Viva Miguel, Gostei. Vou linkar. Abraço.

  2. fjsantos 19/02/2010 às 00:05 Reply

    Olá Miguel,
    sobre este assunto tão promissor também publiquei qualquer coisinha
    http://fjsantos.wordpress.com/2010/02/18/a-esperanca-rangel/

  3. Jorge Fliscorno 19/02/2010 às 00:56 Reply

    Estas declarações do Rangel fazem-me lembrar aquela do trabalho induca e o vinho instrói. Palermice.

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