Nenhum gato se esconde com o rabo de fora…

gato

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O blogue APEDE divulga uma aplicação que está a ser utilizada em algumas escolas. “Com o GATo, uma aplicação electrónica da família Moodle, de cada vez que quiserem requisitar um simples projector de diapositivos ou vídeo-projector terão de começar por respeitar um mínimo de 48 horas de antecedência para efectuarem a  requisição electrónica (não sabemos se esse prazo difere ou não, de escola para escola, mas é esse o prazo na escola de onde nos chega este relato directo).”

Ora, coloca-se a pertinente questão de saber se esta aplicação pretende ser mais do que um instrumento de gestão de recursos materiais e passar a ser, também, um instrumento de avaliação dos recursos humanos docentes. Como observa a APEDE, o GATo fica “Mesmo, mesmo, a jeito para potenciais classificadores de professores recolherem dados e evidências, relativas à utilização das TIC em contexto de sala de aula. Ocorre-nos questionar:  Será que aqui há… GATo escondido com rabo de fora…?”

Como é evidente, nenhum GATo se esconde com o rabo de fora. Bastaria olhar para o rabo do GATo para que, num ápice, chovessem requisições de material para uso diminuto. O que seria caso para dizer que para uma perversão, perversão e meia.

É que o problema não deveria ser o de saber quem utiliza mais este ou aquele material. A questão é a de saber como o utiliza, se através do seu uso as aprendizagens são mais facilitadas, etc., etc. Tenho para mim que só é possível avaliar a qualidade da docência se o avaliador fizer parte do ecossistema; acompanhar o dia-a-dia e não se transformar num elemento estranho aos alunos e aos colegas. É evidente que o avaliador fazendo parte do processo estará nele implicado e terá constrangimentos, designadamente, a questão da parcialidade. Enfim, não há bela sem um senão… mas já seria tema para uma outra conversa.