Os limites da representatividade sindical ou uma janela para os Mercados

O desacordo entre os professores acerca das vantagens do Acordo apela, uma vez mais, à discussão sobre o significado, o alcance e os limites da representatividade sindical. Há quem considere que os sindicatos ousaram assinar um acordo com o ME sem legitimidade para o fazer, na medida em que esse acordo não foi, como deveria ter sido, referendado pelos professores; Há quem se sinta defraudado com os termos do acordo acusando os sindicatos de inépcia por não terem interpretado os sinais do descontentamento dos professores; Há quem considere que os sindicatos fizeram um bom acordo face às circunstâncias políticas; Há ainda outras posições mescladas conforme os quadros de referência adoptados para a análise da situação.

O JPaulo acaba por polemizar este tema, com oportunidade, deixando-nos uma pista de reflexão: “o que pensam da ideia de que este acordo só se deveria aplicar a quem fosse sindicalizado nos sindicatos que o assinaram. Sim… isso, quem não é sindicalizado fica com a carreira Maria de Lurdes e os que são nos sindicatos não subscritores também… O que acham que escolheriam os professores? O ECD do acordo ou o ECD Maria de Lurdes?”

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8 thoughts on “Os limites da representatividade sindical ou uma janela para os Mercados

  1. manel 19/01/2010 às 18:07 Reply

    Claramente o de Maria de Lurdes Rodrigues. E a razão é simples: o benefício em termos de carreira compara desfavoravelmente com o imbróglio que a avaliação irá criar. Para já não falar no princípio risível que este acordo contém e que é o seguinte: ser professor dispensa estudar! (essa dos bachareis serem os únicos beneficiados é de gritos e apitos).

    • Miguel Pinto 19/01/2010 às 18:59 Reply

      “o benefício em termos de carreira compara desfavoravelmente com o imbróglio que a avaliação irá criar.”
      Não percebi, manel. Aclara, por favor.

  2. motta 19/01/2010 às 18:25 Reply

    Absolutamente o de MLR. Por todas as razões. Vale a pena enumerar?

  3. Miguel Pinto 19/01/2010 às 18:58 Reply

    Claro que vale a pena enumerar, motta.

  4. José Manuel Faria 19/01/2010 às 23:27 Reply

    Esta pista de reflexão é provocatória, simplesmente!

    – O governo PS só aumenta os funcionários públicos militantes do partido, os outros ficam com os salários de anteriores governos.

    – Quem não for do Partido, não tem emprego no Estado.

    • Miguel Pinto 20/01/2010 às 01:05 Reply

      É, de facto, uma boa provocação porque permite aclarar a diferença entre uma medida típica do mercantilismo educacional (através da aplicação do princípio utilizador-pagador, o que significa que o pagador (sindical) seria o único beneficiário dos acordos e das negociações) e uma medida (aquela que propões só para provocar, obviamente) de puro caciquismo típica de um Estado déspota.

  5. Jorge Guimarães 21/01/2010 às 15:00 Reply

    Eu por mim escolhia o ECD de antes da Mariazinha… Que querem?! Não posso?
    Oh tempo, volta pra trás, traz-me tudo o que eu perdi…
    Isso era se eu tivesse perdido alguma coisa. Não , não perdi nada, fui mas é ROUBADO. Que é diferente de perder…

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