Os limites da representatividade sindical ou uma janela para os Mercados

O desacordo entre os professores acerca das vantagens do Acordo apela, uma vez mais, à discussão sobre o significado, o alcance e os limites da representatividade sindical. Há quem considere que os sindicatos ousaram assinar um acordo com o ME sem legitimidade para o fazer, na medida em que esse acordo não foi, como deveria ter sido, referendado pelos professores; Há quem se sinta defraudado com os termos do acordo acusando os sindicatos de inépcia por não terem interpretado os sinais do descontentamento dos professores; Há quem considere que os sindicatos fizeram um bom acordo face às circunstâncias políticas; Há ainda outras posições mescladas conforme os quadros de referência adoptados para a análise da situação.

O JPaulo acaba por polemizar este tema, com oportunidade, deixando-nos uma pista de reflexão: “o que pensam da ideia de que este acordo só se deveria aplicar a quem fosse sindicalizado nos sindicatos que o assinaram. Sim… isso, quem não é sindicalizado fica com a carreira Maria de Lurdes e os que são nos sindicatos não subscritores também… O que acham que escolheriam os professores? O ECD do acordo ou o ECD Maria de Lurdes?”

E quando a Terra gira ao contrário?

Pais defendem ajuste no horário

A maior associação representativa de pais e encarregados de educação (Confap) defende que os horários dos professores têm de ser reduzidos, tal como pretendem os sindicatos, que amanhã vão negociar o tema com o Ministério da Educação. "Os professores, em especial em início de carreira, têm horários brutais e há ajustamentos a fazer. Têm 22 horas semanais para aulas e 13 para componente não-lectiva, mas muitas vezes trabalham mais do que essas 13 horas e têm de tirar tempo às suas famílias para preparar aulas", disse ao CM Albino Almeida, presidente da Confap. (Correio da Manhã)

hummm… quando a esmola é grande o pobre desconfia!