Títulos facciosos e a credibilidade jornalística.

Sindicatos. Topo da carreira para "bons" professores é insuficiente para chegar a acordo.

por Kátia Catulo, Publicado em 17 de Dezembro de 2009  

De quem é a responsabilidade do título é para mim secundário. Não terá sido certamente um talhante ou um cabeleireiro a titular a peça jornalística. Foi um jornalista. E quem escreveu o título da notícia sabe, porque o corpo da notícia é inequívoco, que o topo da carreira não é acessível a “bons” professores enquanto persistir a teimosia do governo concretizada com o sistema de quotas. Logo, o topo da carreira para “bons” professores pode ser suficiente para a FNE chegar a acordo [se o governo abdicar do sistema de quotas que impedirá o acesso de “alguns” “bons” professores ao topo da carreira]. E podendo ser suficiente não é insuficiente para chegar a acordo, certo?

Nem o subtítulo da notícia põe a nu a falácia de que os sindicatos são insaciáveis na negociação ao dizer-se que o “Governo não abdica das quotas, mas aceita mais docentes nos escalões salariais de topo. A cedência não convence os sindicalistas”. Casmurros, digo eu… 8)

É evidente a intenção d@ jornalista de fazer deslocar para os representantes dos professores o ónus de um eventual fracasso negocial. É para mim evidente que @ jornalista tomou o partido das posições do governo e abdicou do seu dever de imparcialidade. É evidente que este tipo de jornalismo, não sendo credível, é um mau jornalismo; logo, é um jornalismo dispensável.