Expliquem-me como se eu fosse muito burro…

gripeO ME e MS combinaram elaborar um plano de contingência para a gripe A a aplicar nas escolas. Minimizar os riscos de contágio e retardar a propagação da doença são as duas ideias dominantes do plano. Salas de isolamento, antissépticos qb, roteiros de procedimentos minuciosamente elaborados para accionar os mecanismos de controlo do maldito vírus, enfim, as escolas estão prevenidas para a epidemia…. Bem, façamos um pequeno esforço para acreditar que estão prevenidas, pode ser?

Percebo perfeitamente os receios de todos aqueles que cuidam da saúde pública, da segurança nas escolas, do bem-estar dos nossos filhos. A prudência recomenda que se antecipem cenários de propagação generalizada do vírus o que pode implicar o encerramento dos estabelecimentos escolares se não se forem asseguradas as condições mínimas de segurança. Percebo tudo isso. E como percebo isso tudo e estou de boa fé neste processo, espero que alguém mais esclarecido do que eu me ajude a perceber como é que a epidemia pode ser minimizada numa aula de Educação Física. Isto é, não alterando as circunstâncias da prática da actividade física nas escolas como é que avisamos o vírus para que se contenha enquanto os alunos praticam actividades físicas desportivas?

3 thoughts on “Expliquem-me como se eu fosse muito burro…

  1. Ora bolas Miguel, vê-se que falhaste a formação no centro de saúde!
    Mas lê a Visão, está lá tudo explicadinho, ainda vais a tempo!

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  2. Eu já assisti a uma discussão sobre o problema dos ginásios, considerados como locais de maior facilidade de propagação do vírus. A questão que vi colocada foi a de que se tratam de ambinetes restritos, onde se concentram pessoas em esforço, com respitação acelerada, suor, etc.
    O vírus é um organismo suficientemente pequeno para passar por todo o lado. Não são as máscaras que impedirão a sua disseminação e contágio. Acontece, contudo, que se concentram em torno de pequenas partículas de poeira e de vapor de água, que são inaladas com a respiração. Haverá maior concentração desses suportes no ginásio? É provável que sim. Mas faço a mesma pergunta para as salas de aula cheias e fechadas, com um professor a falar durante uma hora.
    Não sei bem o que diga. Acho que a escola será um lugar de rápida difusão da epidemia, se ela se declarar e assumir as proporções que se temem. E não vejo outra solução que não seja o fechar da escola.

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    1. Esta corrida em torno da prevenção da propagação do vírus tem uma vantagem: a promoção de hábitos de higiene. Quanto à eficácia das medidas, note-se o ridículo da situação: um aluno é aconselhado a não partilhar objectos, teclados, etc, numa sala de aula; depois, numa aula de EF, vai partilhar as bolas e os outros materiais desportivos. Isto faz sentido?

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