Debate dos pobres ou pobres debates?

Há um elevado consenso nas opiniões dos professores, não só na blogosfera como nas conversas colaterais, acerca da pobreza do debate da Educação nos frente-a-frente dos candidatos. Não obstante o grau de exigência entre um especialista e um leigo na matéria ser muito variável quando se trata de avaliar um debate televisivo, um professor do ensino não superior, que é um especialista em Educação, não pode esperar de um debate de banda larga, normalmente discutido ao nível do senso-comum, a profundidade de análise que é possível obter numa tertúlia inter-pares.

O que eu espero deste tipo de debate não é a profundidade do argumento de cada um dos candidatos. O que eu espero destes debates é a clarificação dos compromissos em cada área de governação.

Na Educação, por exemplo, importa que José Sócrates seja desafiado a dizer o que irá mudar ou manter na sua política educativa e se admite aguentar a mesma equipa ministerial no caso de voltar a ganhar as eleições; importa que os candidatos da [actual] oposição sejam desafiados a dizer quais as iniciativas parlamentares que se comprometem desenvolver para inverter o rumo das políticas do PS; e finalmente, importa conhecer a ideia de Escola que está subjacente a cada um dos programas eleitorais.

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