Jogar com o tempo.

art_4Não me vou alongar com a questão da oportunidade política, ou falta dela, da divulgação da prova pública. Que o governo quer contar espingardas e usar estes dados na campanha eleitoral já todos terão percebido. A questão é saber como não “colaborar” com o governo neste seu desígnio eleitoralista e deixar para outras núpcias as decisões mais difíceis e que têm que ver com uma eventual progressão na carreira.

A melhor forma de não “colaborar” com este governo é, evidentemente, votar noutro partido político. Depois temos a não realização da prova pública. Seguidamente, como muitos professores já perceberam uma coisa é a realização da prova pública e outra bem diferente é o concurso para professor titular, embora a primeira seja requisito da segunda, existe a possibilidade de jogar com os prazos e deixar para um período pós-eleitoral a decisão de realizar a prova pública mais ou menos contestatária.

Como simples delegado sindical e um activista confesso, sem acesso a fontes privilegiadas, direi que a FENPROF deverá sugerir aos professores o retardamento da decisão até que seja clarificado o mosaico parlamentar.