O meu umbigo.

O Paulo desafia-me a comentar a recente medida do ME. O que me ocorre dizer, em primeiro lugar, é que esta acção legislativa faz-me lembrar o náufrago desesperado que agarra tudo o que lhe aparece à mão para evitar o mais que previsível afogamento.
Há, por enquanto, três alternativas, ou melhor quatro alternativas a considerar (duas delas estão fundamentadas aqui – a 1 e 2):
1. Recusar a prova pública;
2. Realizar a prova pública e apresentar documentos iguais por todos os professores;
3. Realizar a prova pública e defender um trabalho que desmonte o sistema;
4. Realizar a prova pública sem qualquer acção contestatária.

Tal como o fiz com a FAA, sou um defensor da realização de um trabalho que faça emergir o processo pérfido animado pelo ECD. Eu defendo a alternativa 3. 8)

13 thoughts on “O meu umbigo.

  1. Em todas as manifes que estive e estarei continuarei a gritar até que a voz me doa: CATEGORIA SÓ HÁ UMA, PROFESSOR E MAIS NENHUMA.
    Não a mais esta rasteira socretina.

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    1. ok, ok, Jorge, estamos todos(?)contra a divisão da carreira. Também não há por aqui nenhum ingénuo que acredite na benignidade desta medida que visa ganhar votos e dividir ainda mais a classe… só para reinar. Beem, o que eles querem, nós já sabemos. Só falta saber o que nós (professorzecos) queremos. Mas ainda vamos a tempo…
      É que ver o mesmo filme por duas vezes em tão pouco tempo acaba por enjoar, não é verdade Jorge? 😉

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      1. O mesmo filme, pois… É que se temos tomado a posição conjunta de ninguém ter concorrido ao primeiro concurso a prof. tritular com o apoio dos sindicatos, talvez o filme tivesse sido outro. Não, Miguel?!! Porque não tentar agora em força, dizer não a este concurso?! É que como sabemos os tritulares que existem não chegam para as encomendas que o PS socratino quer aviar. Ou chegam? Se concorrermos tenho a certeza que, não só chegarão para as encomendas como ainda vão ficar muitos de reserva e a encomenda socretina fica assegurada. Eu sou pelo não a este concurso. Além do mais isto está tudo armadilhado e sem ética nenhuma. Então é quando estamos de férias que se lança um concurso destes!!!??? Já sabemos que a boa-fé não é apanágio deste governo e, mesmo assim, quais palermas vamos cair no logro que nos lançam??? Haja pachorra e, eu quero acabar as minhas férias em férias.

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        1. “É que se temos tomado a posição conjunta de ninguém ter concorrido ao primeiro concurso a prof. tritular com o apoio dos sindicatos, talvez o filme tivesse sido outro.”

          Posições conjuntas??? Deixa-me rir, Jorge. É precisamente esse o filme que eu evoquei no comentário anterior. Vamos lá encontrar outras formas de luta que sejam exequíveis…

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    1. Sim, sim, parece-me ser a posição mais correcta sob o ponto de vista da eficácia da luta. Como refiro em cima, é uma posição em tudo semelhante à que foi adoptada na entrega da FAA.
      Só não percebo o “espanto” que está implícito na tua pergunta. 8)

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      1. O meu espanto justifica-se pela tua oposição inicial de “nim”, naquele primeiro post.
        Não penso que isto seja equivalente à entrega da FAA, por diversas razões.

        Não concorrer a esta prova não tem quaisquer riscos, como tinha a recusa em entregar a FAA.
        Para além disso fazer esta prova não significa concorrer para titular.

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        1. Admito ter sido pouco claro no primeiro post, mas não se tratava de opinar sobre o que fazer com o concurso de titulares. Tratava-se apenas de mostrar, a partir do teu exemplo, que a incoerência é algo de relativo. Terá de ser contextualizada. E muito fácil acusarmos os outros de incoerentes, e eu faço meia culpa porque por vezes incorro nesse vício, sem procurarmos as lógicas que subjazem ao discurso.

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  2. Miguel! Percebo perfeitamente que esta tua opção é uma forma de luta, mas isso não é aceitar que nada muda entretanto?

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    1. Convém contextualizar a minha opção de luta com o desenvolvimento da troca de galhardetes com o PG. Dir-me-ás que a minha opção decorre da aceitação de um cenário de vitória eleitoral do PS. É verdade. É um cenário que eu não desejo mas que terá de ser equacionado. O que eu não concordo nada é que só por considerar a hipótese de vitória do PS isso possa ser entendido como um baixar de braços prematuro… Mas percebo que essa ideia te possa ocorrer 🙂

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      1. Miguel!
        Quando olho para ti vejo um lutador! Não tenho qualquer dúvida, e respeito-te! Isso nunca esteve em causa! Aliás, já que referiste isso, tal como o Paulo Guinote que para mim é uma referência na luta e sem sombra de dúvida um lutador!

        O que penso é que é bom pensarmos em tudo!
        E quando digo isto sou a primeira a equacionar e a reflectir sobre pensamentos e reflexões diferentes dos meus. Claro que num cenário de vitória do PS, isso poderia fazer sentido. já que temos que fazer, fazemos de determinada maneira, fazendo vir à tona os verdadeiros malefícios do sistema e tornando-os públicos.

        Mas o que me pergunto é se neste momento isso não poderia ser prejudicial para a luta uma vez que temos eleições à porta. Pergunto-me se não poderá por um lado,ser lido erradamente pela tutela e, por outro, levar os colegas a terem pouca esperança de mudança…

        São questões que se me colocam e ás quais tento dar resposta. Gosto de conversar contigo!

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        1. É possível que a projecção de um cenário de vitória do PS pode fazer esmorecer alguns colegas. Mas, volto a insistir, a discussão com o PGuinote e o modo acintoso como fui representado no seu blogue merecia uma resposta inequívoca. E como prefiro as pegas de caras às pegas de cernelha, disse o que disse. 🙂

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          1. Olá Miguel!
            Não há qualquer crítica em relação ao que escreveste. Absolutamente! Quando falei no Paulo Guinote foi apenas para dizer que, embora eu esteja a colocar outras hipóteses em relação a este concurso para titular, continuo a reconhecer como lutadores aqueles que até agora para mim sempre foram e que não é, por à partida poderem ter pontos de vista diferentes, que deixam de o ser! Por outro lado, penso que essa sempre foi até agora a mais-valia da nossa luta – ter sido enriquecida pela diferença e cada um ter sabido ceder na altura certa! A nossa luta nunca esteve isenta de tensões mas sempre tiveram uma solução e nunca prevaleceram! É nesta linha que me situo quando penso sobre mais esta decisão!

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