O problema é a (má) memória.

 Ferreira Leite promete ruptura com políticas de José Sócrates.
A líder social-democrata revelou aos deputados quais serão as duas “bandeiras fundamentais” do programa eleitoral: educação e justiça. Hoje, em Portugal, “não se premeia o mérito nem se condena o demérito”, justificou
.

A educação surge, uma vez mais, como bandeira de campanha eleitoral. Só que desta vez até se percebe. Seria injustificável que algum partido político fizesse tábua rasa, nos programas eleitorais, de uma área tão depreciada pelo governo de Sócrates. Depois da passagem de MLR à frente do ME, as palavras de MFL até nem soam mal. O problema é a memória. A minha, obviamente. Mas venha daí esse programa eleitoral para não ficarmos só pelos chavões!

Setembro quente

O secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, assumiu esta tarde, em conferência de imprensa , que não vai ser possível chegar a acordo com os sindicatos dos professores sobre a revisão do Estatuto da Carreira Docente, […]
Ontem, o Ministério formalizou a sua proposta de revisão estrutura da carreira docente, mas não abdicou da divisão em duas categorias. Pedreira reconheceu que esta posição torna inviável um acordo. “Para os sindicatos tudo o que não seja a abolição das duas categorias não é valorizado”, disse
.”

Os sindicatos da plataforma, ou o que restar dela (atente-se ao ziguezaguear da FNE) depois deste novo embate com o ME, têm o mês de Julho para preparar um Setembro que antevejo muuiiito quente.

Vamos lá acertar uma data para descer a Avenida da Liberdade!?

Na mouche!

“Dois Anos do XVII Governo no Desenvolvimento da Sociedade da Informação”
Ordem dos Engenheiros

“Os minutos 14 a 21 deste vídeo com António Figueiredo, APDSI, sobre o Plano Tecnológico da Educação, são de antologia” (in: Twitter, obrigado António)
E são mesmo!

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Adenda:

Minuto 14 – “O Ministério da Educação tem um modelo de gestão profundamente ultrapassado e tacanho. É um modelo de comando e controlo. Para o ME, os professores são uma cambada de preguiçosos, sem iniciativa. E isso é um erro completo.(…) Nós temos professores espantosos, com uma paixão pela sua missão comovente.”

Minuto 15 – “Há da parte do ministério uma inadequação completa quanto à mobilização dos professores para um projecto de mudança. Enquanto o ministério não conseguir apaixonar de novo os professores para um projecto de mudança pode meter quantos magalhães ou quadros interactivos quiser que não vai mudar o sistema [reforma pedagógica]. Os eventuais resultados positivos não se deverão ao ministério mas apesar dele.”

Minuto 17 – “O Plano Tecnológico da Educação tem uma visão tecnocrática primária, muito semelhante a alguns projectos do início dos anos 80.”

Minuto 36 – “A educação tem que ser profundamente remodelada. Há que recuperar, reconquistar e vai ser difícil reconquistar os professores, recuperar a paixão que os professores tinham pela sua missão. Eu tenho feito o exercício desde que fizemos este relatório, tenho feito o exercício de tentar ver qual é o sonho na cabeça dos professores, em várias partes do país. O sonho que neste momento está na cabeça dos professores é reformarem-se antecipadamente. É absolutamente deprimente, quando havia tantos sonhos, pelo menos em grupos muito representativos das escolas, havia paixões, havia pessoas que de manhã iam para a escola apaixonados por aquilo que faziam, apesar de saberem que aquilo era desgastante. Agora, o sonho dos professores é aposentarem-se antes do tempo”.