O tom pungente do primeiro-ministro

Ando cada vez mais atarefado com procedimentos administrativos que não está fácil manter actualizado este cantinho. Sobra tão pouco tempo da leitura (sim, porque dou preferência à leitura dos blogues da comunidade) que a escrita tem de esperar por melhores dias.

Bem, o que importa mesmo é que a faceta comunicacional do primeiro-ministro está cada vez mais interessante. Agora comovo-me sempre que o ouço falar. Até as lágrimas me correm pela face, como se me deixasse metamorfosear por um Paulo Portas incontido em noite de resultados eleitorais. E se me desfaço em lágrimas com o tom pungente do homem, o que será dos militantes fanáticos? Deve ser uma enxurrada de baba e ranho, digo eu.

Isto serve para dizer que devo ter perdido a memória. Talvez seja mesmo essa a ideia do primeiro-ministro quando representa o papel de noiv@ arrependid@: que eu e os milhares de docentes vivamos da memória de curto prazo. Que o efémero televisivo promova a amnésia colectiva tão indispensável para a reabilitação deste PS até às próximas eleições. Para depois regressar o durão… quantos são, quantos são?…