Marco Fortes

Estão lembrados das declarações polémicas de Marco Fortes depois de ser eliminado no concurso do lançamento do peso nos jogos olímpicos de Pequim?
Muitas vozes se ergueram a condenar o atleta pelo modo como reagiu à eliminação, tendo sido “convidado” a regressar a Portugal pelo chefe da comitiva.


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Marco Fortes bateu hoje, uma vez mais, o recorde nacional do lançamento do peso.  A vida e o desporto em particular têm destas coisas. De besta a bestial vai um passo.
Parabéns, Marco!

Relevante

Importa melhorar a condição física dos nossos jovens, não só numa perspectiva da Defesa Nacional mas também por razões de saúde pública e bem-estar da população“, destacou [Cavaco Silva].

O senhor Presidente da República deve estar a brincar. Melhorar a condição física dos nossos jovens? Onde? Na escola? O melhor é perguntar à sua apaniguada, que por enquanto ainda é ministra da educação, o que tem a dizer sobre a carga horária semanal da disciplina de Educação Física no ensino básico e nos cursos profissionais do secundário. E já agora, o que lhe diz sobre o relatório do parlamento europeu sobre o papel do desporto na educação.

Retórica da treta

10 de Junho: Elevada abstenção “empobrece a democracia” e deve “fazer reflectir agentes políticos” – Cavaco Silva

É difícil não concordar com o Presidente da República. Só que o problema da abstenção não é de hoje. E porque é um problema que suscita invariavelmente as mesmas interrogações, pergunto se o apelo que é dirigido aos seus comparsas não estará condenado a cair em saco roto? Não ouso afirmar que seria preferível fazer de conta que o problema não existe, mas confesso, estou farto de retórica inócua. E como actor principal deste drama em que se transformou a vida político-partidária, Cavaco Silva há muito tempo que devia ter transformado o seu magistério de influência num magistério de acção.

Empurrão

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Para Vera Jardim “não há dúvida nenhuma que uma parte do eleitorado está descontente com o PS” e essa parte do eleitorado, acrescentou, “são todos aqueles que se sentem vitimizados por reformas do PS. São os professores, são os funcionários públicos, é o pessoal da Justiça, etc”.

Tudo leva a crer que o partido do governo irá entrar num período de reflexão e de questionamento das políticas traçadas por José Sócrates. Será interessante perceber se essa discussão interna se confinará ao “lamber de feridas” ou se irá emergir do interior do partido um sinal inequívoco de rompimento com as políticas que geraram o tal descontentamento do eleitorado vitimizado a que se referia Vera Jardim.

“Afirmou o Primeiro-Ministro, na noite eleitoral, que se iriam manter as políticas que têm sido tão contestadas pelos portugueses; se isso acontecer, com o Governo de Sócrates a insistir nas mesmas medidas e a desvalorizar o diálogo, a negociação e os Sindicatos, os professores e educadores manter-se-ão firmes na primeira linha do protesto e da contestação pública às suas políticas.” O Secretariado Nacional da FENPROF

A poucos meses das eleições legislativas, será pouco crível que o timoneiro e visionário comandante socialista inverta o sentido da marcha, até porque José Sócrates foi demasiado lesto a dizer, no rescaldo das eleições, que iria manter o rumo. Terá sido o orgulho ferido e a teimosia que lhe é peculiar que o levaram a afirmar o que afirmou? Talvez. Mas surpreender-me-ia muito se José Sócrates fosse capaz de reconhecer os equívocos da sua governação, designadamente, a revisão do ECD, a avaliação do desempenho docente, a gestão escolar e o estatuto do aluno.
E por ser muito improvável que José Sócrates reconheça os seus erros de governação é que desafio os professores a agendarem desde já a próxima manifestação de força e de determinação. Em Setembro devemos estar preparados para o último empurrão.