Do dever de honrar compromissos.

Para quem defende a escola [cultural], a aposta na educação como condição de felicidade e prosperidade sociais e pessoais não pode deixar de ser uma aposta no professor. Nesta lógica, é preciso dignificá-lo social e profissionalmente, remunerá-lo em conformidade com esse estatuto e promover a adequada formação contínua. Se é espectável que o Estado garanta todas as condições para elevar o estatuto sócio-profissional do professor, o que é exigível ao docente? Que ele cumpra com proficiência o conteúdo funcional e ocupacional e que zele pela sua auto-formação. Note-se que o cumprimento proficiente do conteúdo funcional é sempre balizado por uma matriz axiológica. Presume-se que a base funcional do desempenho docente resulta de uma “robusta” formação pessoal e social.

Será legítimo avaliar o conteúdo formacional – pessoal e social – de um professor pelo modo como ele honra, ou não, os compromissos por si assumidos, de forma livre e espontânea, a respeito da (não) entrega dos Objectivos Individuais?