Mais do mesmo.

Duas breves notas acerca dos recentes (des)encontros entre os Movimentos e a FENPROF.
1. Causa-me algum prurido a insistência com que alguns colegas conotam os movimentos de professores com uma espécie de organização filantropa em contraponto com as organizações sindicais, que precisam de ser expurgadas antes de se constituírem como representantes dignos da classe. É uma visão idílica do movimento associativo que não encontra qualquer sustentabilidade nas relações profissionais.
2. Vejo com alguma naturalidade os mal-entendidos que emergiram na comunicação social e nos blogues acerca da actuação da APEDE, após a(s) reunião(ões) com a FENPROF que visaram  o incremento de sinergias para a contestação às políticas do ME: É um sinal de que a organização se deixou homogeneizar. Quero dizer com isto o seguinte: À medida que uma organização sai da obscuridade para ocupar um lugar no palco mediático ela é tomada de assalto, pela sede de protagonismo de alguns actores e por diversas manifestações de guerrilha interna, que traduzem diferentes formas de projectar o interesse colectivo.