Movimentos pré-sindicais.

Pergunta a colega brit do blogue o Cartel pel’As evidências?
“1. Quem tem poder negocial? Sindicatos ou movimentos?
2. Os movimentos a ter poder negocial quando será? Este ano? Daqui a dois? Nunca?
3. Interessa-nos o quê? Este ano? Daqui a dois? Nunca?
4. O que farão/poderão fazer os sindicatos com uma grande manif?
5. O que farão/poderão fazer os movimentos com uma grande manif?
6. O que farão os sindicatos e os movimentos com duas pequenas manifs?
Não estou a tomar posição, apenas a colocar questões…”

Eu agradeço o guião da brit para retomar a minha posição: Estas questões conduzem-nos ao cerne do problema: Será possível resolver o problema da sobrevivência profissional sem uma acção política consistente? Sabendo que o ECD e a panóplia de políticas deste governo no domínio da educação têm trasladado os professores do “lugar do morto” (metáfora que o António Nóvoa soube utilizar) para o lugar do morto desconhecido (o que significa que o professor nem sequer terá direito a uma identidade profissional), que organização profissional deve evitar a decapitação profissional?

Respondo peremptoriamente: Os sindicatos!
A não ser que os “movimentos” se metamorfoseiem em pré-sindicatos (e aqui já seria inteligível a tentativa de antecipação em relação aos sindicatos e consequente protagonismo na marcação de uma acção de luta), não existe alternativa política.

E só não vê quem não ouve…