Quem reboca quem?

Não fosse uma coisa séria, tão séria que até é capaz de ferir susceptibilidades, eu atrever-me-ia a desafiar os colegas com uma aptidão especial para lançar foguetes que devem cuidar de apanhar as canas. 😉

18 thoughts on “Quem reboca quem?

  1. Estou a começar a ficar tão desiludido com esta querela fratricida que, olhem, comento por comentar…
    Ironia das ironias, já que os professores(as) não se entendem, salve-nos Deus da sinistralidade que se avizinha…
    Ao fim destes dias todos a ler milhares de coisas sobre o 15 e os sindicatos, só me apetece dizer: três vezes nove vinte e sete…
    Haja um milagre, senhores(as)… e puor si muove. A add continua nas escolas e aí é que dói, as que adiam a dôr, é uma questão de tempo…
    Ai que dores…

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  2. Boas Miguel,

    Tenho lido o teu blog (e os restantes associados à docência) e estou plenamente de acordo contigo.
    Quem criou a divisão foram as mensagens dos “novos” movimentos de professores que lançaram “uma manifestação sem os sindicatos”; muitos afirmaram mesmo: se os sindicatos forem, nós não vamos.
    E foram tantos os que rejubilaram com este discurso… Realmente, a máquina (comunicação social e ministério) está a marcar pontos e conseguiu colocar os professores uns contra os outros.

    Mais, é fantástico como as afirmações do Mário Nogueira, no Correio da Manhã (13/10) aparecem descontextualizadas, situação que lhes dá um tom imensamente arrogante (alguém conseguiu ter acesso a toda a entrevista? Ou fizeram juízos de valor apenas com o que o Correio da Manhã publicou???).

    Às vezes fico preocupado com a capacidade/facilidade com que os meios de comunicação podem manipular a informação… e as pessoas! Fico ainda mais preocupado quando aqueles que se deixam influenciar deviam ver mais longe… O Correio da Manhã “só” é o jornal onde o senhor Emídio Rangel (e o resto da sua família) tem grande protagonismo e a possibilidade de desancar os professores (já se esqueceram?!?!?!?).

    Quando o Mário Nogueira (hoje, 14/10) afirmou “a FENPROF não tem nada a ver com a manifestação de dia 15. É preciso que fique claro que se trata de uma manifestação convocada pelo discurso anti-sindical, com propósitos nitidamente anti-sindicais” não disse nenhuma mentira, basta ler a informação que tem circulado na blogosfera/”meilosfera”. O tom de afronta é permanente!!! “Esses malvados dos sindicalistas que nos andam a enganar… e a viver faustosamente às nossas custas”.

    E o pior de tudo isto é que o principal objectivo de todas estas “jogadas”, dividir para acabar com os Sindicatos, está a dar frutos. Se um dia esse desígnio se concretizar só espero estar a morar noutro país, pois neste os meus/nossos filhos não terão qualquer possibilidade de serem felizes.

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  3. Olá Miguel.

    Francamente, e sabes bem que é assim, custa-me muito dar para esse peditório da escolha do dia da manifestação.

    A opção pelo dia 15 de novembro ultrapassou em muito a capacidade de escolha de quem quer que seja.

    Este é um tempo novo. Daqui por uns anos poderá ser possível perceber os contornos desta sociedade em rede (já há quem acrescente à sociedade da informação e do conhecimento a ideia de democratização) onde não existem “servidores”.

    Seria melhor uma só manifestação nacional com o envolvimento de todos. Mas se isso não ocorrer, cá estaremos com a consciência de que o tempo se encarregará, como sempre, de explicar o inexplicável e de repensar o espanto.

    Aguardemos, com a ideia de que ainda vamos a tempo de reeditar e mesmo de ultrapassar o que aconteceu a 8 de Março de 2008.

    E olha lá: se fosse a plataforma sindical a escolher primeiro o dia o que é que deveriam fazer os outros?

    Isto é uma corrida de fundo e precisa de união. Se neste momento, o status necessitava de uma estremeção, ele aí está.

    Força aí companheiro.

    Abraço.

    Abraço.

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  4. Miguel
    Parabéns. A cabeça fria ajuda a vencer as agruras. Os tempos são novos, mas não é por haver internet, como afirma quem se deixa deslumbrar por ninharias tecnocráticas. Já no tempo da outra senhora havia os aventureiristas impacientes, que se fartaram de dar motivos para o agravamento da repressão e prisões desnecessárias. Os tempos são novos simplesmente porque o Sol continua a dar voltas e contra isso, népia. Se ois tempos que aí vêm serão um novo capítulo na vida dos professores, ainda não sei. Mas sei mil e um caminhos diferentes para não chegar lá.

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  5. Olá António Ferrão.

    Escreveu assim:”mas não é por haver internet, como afirma quem se deixa deslumbrar por ninharias tecnocráticas”;

    Tenho a certeza que não deve ter sido por ter lido no meu comentário: “Este é um tempo novo… onde não existem “servidores”.

    Espero que não tenha sido por isso. Espero que não se tenha deslumbrado pela leitura de uma frase e que tenha tido o atrevimento de julgar uma pessoa que desconhece em absoluto.

    Tenho um blogue, o correntes, e convido-o a passar por lá e, se quiser, tem mais de 100 textos sobre estas questões. Também terei muito gosto em ler as suas reflexões sobre a matéria.

    Como sabe, estes pequenos textos são muito selvagens porque atropelam muito os conceitos.

    Com os melhores cumprimentos.

    Paulo Prudêncio.

    Ufa!! Miguel. No meu blogue tratam-te melhor. Sabes das verdadeiras razões das minhas intermitências na blogosfera, mas estas tb ajudam. Só respondi porque o momento merece. Foi um tempo gasto e com tanta coisa para ler 🙂 Mas tu mereces.

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  6. Caro Paulo Prudêncio
    Certamente terei o gosto e a honra de corresponder ao convite. As facilidades que a internet veio introduzir na comunicação entre as pessoas, que noutro tempo não teriam conseguido trocar palavras, são algo ilusórias. O que vou dizer não se aplica a Paulo Prudêncio por razões que ficarão claras.
    Quando referi “a outra senhora” quiz dizer um tempo em que a expressão pública de uma opinião de afrontamento do governo levava sempre o selo da identidade, pois era feita em reuniões de associações e ao vivo, com inscrições nominais. Hoje posso falar – e falo, de facto – ou melhor, escrevo, com muita gente que nãp conheço pessoalmente, aproveitando as novas possibilidades da rede. Mas sinto que há reservas de identidade, uma espécie de presença de máscara para a maior parte que me coloca em condições completamente diversas daquela que já vivi anteriormente. Quando havia razões para esconder, não era possível esconder, e ía-se para a frentre. Agora que não há razões, esconde-se, e prolonga-se o ciclo do medo. Como se, em cada esquina, pudesse estar alguém a confontar-nos com posições assumidas e tivessemos necessidade de um estratégia de fuga, negando tudo. Assim, o poder da rede passa a ser mais ilusório que real.
    Cumprimentos

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  7. Olhe António Ferrão, que também vou conhecendo aqui da rede, você sabe como surgiu a data 15. As raivas que vão crescendo e que levaram a que se quisesse mostrar na rua a indignação levaram à fixação desta data. Os sindicatos tiveram mais do que oportunidade de se manifestar. Não eram movimentos nem organizações que discutiam. Eram professores/pessoas. Os sindicatos mantiveram-se à margem. As “organizações” actuaram com coragem e solidariedade com todos os professores/pessoas.

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  8. Ok António Ferrão. Estou esclarecido. Compreendo-o. Também não sou apreciador de quem está na rede sem se identificar. Mas, e apesar disso, a setora faz uma leitura da situação, quando diz: “Não eram movimentos nem organizações que discutiam. Eram professores/pessoas. “, que merece a minha total e emocionada concordância.

    Cumprimentos.

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  9. Paulo/Setora/Miguel
    Hoje a minha mulher caiu-me nos braços em pranto. Ontem veio carregada com uma pilha de folhas impressas na escola com as grelhas de avaliação. Disse-lhe que se apoiasse no olhar dos alunos, só eles contituem a sua razão de ser professora, que esquecesse tudo quanto não ajudasse os alunos a enfrentar as dificuldades. Que não irá nesta fase da vida inverter todos os valores por que se pautou até agora em troca de uma classificação que não está relacionada com a difícil caminhada para a difusão de conhecimentos. Que não se importasse de não entregar as grelhas, aceitando as consequências. Que tal problema não seria só dela. Que as nossas forças são limitadas, etc, etc…
    Setora: é verdade que sei como apareceu o 15 de Novembro e a reunião de Leiria que a precedeu. Foi depois de a Plataforma solicitar uma reunião de esclarecimento com a Ministra. A conclusão de que tal reunião não teria significado é da responsabilidade de quem a fez, mas não fica isentado de demonstrar porque é verdade. Se vir os promotores constituirem-se em sindicato, obterão o meu respeito. Porque só pressionar de fora, abrindo a oportunidade para que os sindicatos – na sua generalidade – sejam achincalhados na praça pública, pretendendo que o respeito só interessa quando é devido a nós e pode ser descartado no caso contrário… estilhaça-me o coração. Mas estou, ainda assim, contente por reencontrar alguém com quem não trocava uma palavra há bastante tempo. Boa sorte para todos.

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  10. Está enganado, Ferrão. A reunião de Leiria não precedeu a discussão e a fixação da data. A discussão foi anterior, fixou-se a data nos comentários do umbigo, uma de entre muitas que apareciam. E fixou-se esta porque parecia ser a que dava tempo a que nos organizássemos. Os sindicatos podiam ter intervindo em todos estes momentos. E foram comentadores/pessoas/professores que, sabendo que iria haver reunião de profes nas Caldas, apelaram a que ali se tomassem medidas para resolver os problemas formais.
    Corajosamente tomaram-nas. Eu, infelizmente, não pude estar nessa reunião mas aplaudo quem lá esteve e avançou.
    Os sindicatos não foram achincalhados mas, do meu ponto de vista, achincalharam-se não só com declarações que foram fazendo mas também ao marcar outra data, ao não apoiar os professores.
    O que a sua mulher está a sentir sentem quase todos os professores que querem ser professores.
    As nossas forças não são limitadas. Se os professores, quer nas escolas, quer na rua, mostrarem o seu completo repúdio por toda esta política que pretende tolhê-los, como poderá a ministra, sem professores, impô-la?
    Quem está na escola com os alunos? É a ministra, os secretários de estado? É o Mário Nogueira, o João Silva…, ou somos nós? Quem está a ter noção no terreno da destruição a que tudo isto está a levar? Nós é que estamos a VER e a SENTIR NA PELE. Talvez os alunos também já se tenham apercebido do que estão a querer fazer-lhes.

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  11. Paulo Prudêncio, só agora, relendo o seu segundo comentário, percebi que me acusa de andar por aqui no anonimato. Está enganado. Basta clicar no setora e vai parar ao meu blogue. Está lá o meu nome, que é só um nome, e até lá pára agora um retrato, que é só um retrato, mas também lá vão estando as coisas que eu vou pensando. Que lhe falta? O nº do bi? Do cartão da escola? Da ADSE? De subscritora da CGA? Ou o NIB? Ou das Finanças para verificar se tenho os impostos em dia? Tenho, tenho. Diga o que faz falta para que não me considere no anonimato.

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  12. Cara setora. Peço desculpa, mas não percebeu bem. Francamente, se me conhecesse bem e se passar pelo meu blogue, verá que não ando por aqui para acusar quem quer que seja. A questão foi outra: na discussão com o outro colega, ele, e referindo a pertinente questão da soma de comentários validar o que quer que seja por causa dos anonimatos, levantou a questão. E como a setora estava envolvida na questão, pareceu-me que tb podia estar na mesma situação. Já vi que o setora remete-nos para o seu blogue, coisa que na altura não fiz. Penso que o outro colega tb não. Só isso. Está desfeito o equívoco. Se passar pelo correntes – tem 4 anos -, encontrará mais de 1000 entradas, mais de 100 sobre políticas educativas, e muito debate. Não encontra nada de semelhante. Nem uma alusão ao carácter de cada um: só discussão de ideias. Aliás, só por ter passado pelo blogue deste excelente bloguer, é que dei pelo equívoco. Mas compreendo-a. Tb, como eu, deve preferir comunicar com pessoas que se identificam. Vou passar pelo seu blogue.

    Estou perdoado setora?

    Cumprimentos.

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  13. Pois, Paulo Prudêncio, passe por lá. Também hei de visitá-lo no seu sítio.
    Chamei a sua atencão porque nunca usei o anonimato para coisa nenhuma. Não me está nos genes. Como diria um dos meus filhos, sou quanto a isso “objetora de consciência”.

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