Até já!

Rufus Wainwright a solo na Casa das Artes – Famalicão

Adenda 1: Muito bom! Seria excelente se se fizesse acompanhar de músicos à sua altura. É que o trabalho de equipa potencia os talentos…

Adenda 2: “Partilha, cumplicidade, arrepios na espinha e comentários espirituosos – eis um pouco do que se pode esperar do muito que é um concerto de Rufus Wainwright. O canadiano regressa a Portugal para duas actuações a solo em Famalicão, a 28 e 29 de Junho.
Rufus tem andado entretido com aventuras como o tributo a Judy Garland, no espectáculo “Judy! Judy! Judy!” (que levou ao Carnegie Hall), e a ópera que a Metropolitan Opera de Nova Iorque lhe encomendou (já se conhece o título, “Prima Donna”). Pelo caminho, lançou “Release The Stars”, que surpreendeu e conquistou a crítica. Encarrilou pela mesma linha intimista e pessoal dos álbuns anteriores, mas já se deixou levar com maior veemência pela tendência épica que Rufus nunca escondeu. No universo “rufusiano”, a melancolia anda de braço dado com o bom humor (aviso a principiantes: o “flirt” com a audiência é constante). Respira-se romantismo, um certo tom de exuberância e, a momentos, até uma atmosfera de religiosidade. Pelo meio, há palavras simples para emoções fortes.”
S.Pe. (PUBLICO.PT)

Rigorosas habilitações ou falta de mão-de-obra barata?

Vítor Lourenço, vereador da Educação, adianta, no entanto, que a maioria dos agrupamentos já aceitou corresponder à proposta e que uma reunião a realizar hoje, sexta-feira, pretende ultimar o processo de modo a garantir que, no próximo ano lectivo, as AEC decorram sem sobressaltos.
O vereador classifica mesmo o ano que passou de “horribilis”, devido a um sem número de alunos que ficaram sem AEC por falta ou desistência de professores e dificuldade em contratar substitutos
.” (Via O Cartel)

O que me espanta não é a eventual impreparação deste ou daquele autarca para determinadas funções. O desenrasca típico, que faz escola no nosso país, pode resultar em assuntos de pequena monta, mas é claramente um obstáculo quando se trata de lidar com problemas estruturantes, como é o caso da educação. Quando o governo acenou com a possibilidade de delegar competências na área do ensino, os municípios não deixaram fugir a oportunidade de aumentar o bolo das finanças locais. O problema muda de forma quando o Estado central decide, como é seu dever, regular e fiscalizar as actividades delegadas no poder local. Neste caso chegou tarde, mas em boa hora, a regulamentação das AEC’s ao nível da contratação dos professores. Diz o vereador da Câmara Municipal de Leiria que encontrou “dificuldades em recrutar professores de Inglês, Música e Educação Física, tendo em conta as rigorosas habilitações exigidas pelo Ministério da Educação e para cargas horárias reduzidas, algumas com apenas quatro horas semanais.”

É evidente que seria muito mais fácil recrutar professores sem habilitações próprias, com habilitações insuficientes e a baixo custo.
O que me espanta, no meio deste imbróglio, é o facto de ainda haver quem pense que para ser professor basta ter sido… aluno.