Heresia…

O professor Marcelo fez uma avaliação dos últimos três anos de governação. Um ministro muito bom; creio que alguns ministros arrancaram ao professor a classificação de bom… grande, cheio, como terá acrescentado o professor; alguns ministros chegaram ao sofrível, outros ao sofrível baixo e, se não estou em erro, o ministro da agricultura obteve um medíocre. A complacência do professor não lhe permite avaliar nenhum de ministro com um mau.

Enquanto o professor se lançava na classificação dos ministros, eu pensava na sua grelha de análise. Seria capaz de o fazer? Seria capaz… ousaria avaliar alguém sem cuidar de um instrumento de avaliação fiável? Tudo leva a crer que sim, que ousou avaliar sem rede.

Receio pela credibilidade do insuspeito professor catedrático. Receio pela atitude leviana de avaliar sem cuidar do processo, de avaliar sem recorrer a uma labiríntica ficha de avaliação.
Quanto lhe custará a heresia?

O governo irá defender-se, irá recorrer e apresentar como modelo de avaliação o seu próprio modelo, aquele que pretende impor aos professores do ensino não superior. Alegará que o processo é arbitrário; Que um professor não pode avaliar com meia dúzia de “bitaites”. O avaliado exigirá mais rigor e não abdicará de descritores de avaliação mais claros e objectivos. O avaliador defender-se-á, dirá que a sua experiência profissional conta, que são muitos anos a virar frangos… etc., etc.
A verdade é que nada ficará como dantes!

hummm…a FENPROF poderá ser um bom mediador ;o)

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