O que vale, verdadeiramente, a pena…

“São os indivíduos e os pequenos grupos de professores e de directores que terão de criar as escolas e as culturas profissionais que desejam.” (Fullan e Hargreaves)

Pela via da intensificação do trabalho e da luta política [no sentido mais amplo do termo] somos transportados, com eventual agravo, para terrenos agrestes. O risco do maniqueísmo é real.
Seria uma lástima perder o tempo [cada vez mais precioso] e a força [cada vez mais limitada] com inocuidades…

Mediação.

Um jornalista deve pautar a sua actividade profissional por uma neutralidade tangível.
No programa prós e contras de hoje acabei por descobrir um candidato a mediador, ou melhor, a candidata que apaziguará o conflito entre o ME e os professores. O perfil está traçado.

Não, não bati com a cabeça em lado nenhum. E não irei prosseguir com este exercício esotérico porque ninguém entenderia onde quero chegar, digo eu. Olhemos para o debate e procuremos o que ele trouxe de novo? Uma ideia: a ideia da mediação, com a qual concordo face à situação cada vez mais partidarizada.
Se deixar de lado a enxurrada de afirmações fundadas em crenças de infância e adolescência bem vividas, se fizer de conta que a moderadora se esforça por não tomar partido, se procurar espremer o debate o que eu vi para lá da ideia da mediação?
– A mitificação da Reforma;
– A evocação da Educação e da axiologia;
– Uma voz trémula que repetia: “o António está a dizer que esta reforma é autocrática?”

Fui…