Sarilhos da lei…

No site da DGRHE pode ler:

NOTA DE LEITURA TEMÁTICA
COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

[…]
4 – Competências:

4.1 – Assegurar a avaliação, na ausência ou impedimento de qualquer dos avaliadores
(Coordenador do departamento curricular e Presidente do Conselho Executivo/Director) [nº 5º do artº 12º]

NOTAS:

4.1A – Ao contrário do que a letra da norma indica, em situação de ausência ou impedimento de qualquer dos avaliadores, a CCAD não assegura a avaliação. Trata-se obviamente de uma redacção menos precisa da norma. Nos termos exactos da norma, uma interpretação à letra, levaria à assunção por parte da CCAD da avaliação em toda a sua extensão, eliminando a participação do avaliador não ausente nem impedido. Situação que seria, salvo melhor opinião, pouco curial, desde logo porque, as actividades de avaliação realizadas pelos dois avaliadores incidem sobre dimensões diferentes.
Assim, resulta deste entendimento que a intervenção da CCAD, nas situações de ausência ou impedimento de qualquer dos avaliadores, ocorre exclusivamente na qualidade de substituição do avaliador ausente ou impedido. No caso limite de ausência ou impedimento de ambos os avaliadores, torna-se evidente que competirá à CCAD assegurar a avaliação, aqui sim, em toda a sua extensão. [quer continuar a desensarilhar?…]

Uma lei que se enreda sobre si própria, só pode ter um destino: o caixote do lixo!

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O negrito é meu.

Debate – 2ª parte/3ª parte

“Presidente dos conselhos de escolas”
Fez uma intervenção hesitante e conciliadora. Considera que a avaliação é viável nos próximos dois anos embora seja necessário eliminar os constrangimentos (alargamento dos prazos e tempo de formação para os avaliadores).

“Professor revoltado”
Fez uma intervenção emotiva e pouco fundamentada. Os ataques pessoais à ministra acabaram por ser creditados a seu favor. Foi o período mais favorável à ministra que aproveitou a oportunidade para propagandear um conjunto de iniciativas do seu ministério.

“O professor Arsélio”
Fez uma intervenção sensata, justo nas críticas e nas autocríticas sem procurar a auto-complacência. Todos são responsáveis…

Adenda:
Já não há paciência para comentar, neste momento, a 3ª parte. O Sr. Albino está extasiado e a propõe a criação de um “observatório nacional de políticas educativas” para estudar o estado da arte. Só não entendi o seu papel nesse observatório. opppsss… ouvi agora o homem a falar de confiança

Finalmente, “A moderadora”:
Tendenciosa, como sempre.

Lamento a falta do trabalho de casa e a verborreia…