Gato escondido com rabo de fora…

Tenho acompanhado com alguma distância mas com a proximidade suficiente o fórum da DGRHE. Para quem “se propõe apoiar as escolas e os professores individualmente em todo este processo” é uma lástima observar tantas evasivas. Mais do que a impreparação dos moderadores, o que transparece das “não respostas” e das “ausências prolongadas dos erres” são os buracos do Decreto Regulamentar n.º 2/2008.

Se o ME se pautasse por uma cultura de responsabilidade já teria reconhecido, no mínimo, que tudo não passou de um deplorável equívoco.

Trabalhar ou Mendigar?!!!

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A mudança é a única constante na vida de um professor. Mas, parecer-me-á exagerado e até descabido que obriguem os professores a perverter os afectos. Sim, falo de perversão no seu mais elevado nível de requinte e camuflagem.
O que se pode chamar àquilo que acontece com alguns colegas, que trabalham em 3 escolas diferentes, andando de um lado para outro, numa azáfama desnecessária e incompreensível, só para baixar os números do desemprego?!!! Esta é uma realidade. Tenho na minha escola vários casos destes. Na mesma disciplina há vários professores com 4-6 horas, porque o sistema obriga a colocar as vagas a concurso, não permitindo, a quem está já na escola, completar o horário. “O Patrão” é o mesmo, os números é que são diferentes!!!
Temo que, com esta obsessão pelos números, venhamos todos a “odiar” a matemática.
Como podem estes profissionais da educação exercer as suas nobres funções com ética, profissionalismo, humanidade e dedicação? O que respondem quando são interceptados por um aluno, colega ou encarregado de educação que precisa de ajuda para resolver um problema? Agora não posso tenho de ir dar uma aula a ……, só para a semana! Ora, há coisas que não podem esperar. Será que quem legislou pensou nisto?!!! Duvido, porque o que interessa são os números. Até dizem que falam por si!

Talvez valha a pena pensar nisto!!!

Clementina Campelo