Gato escaldado II…

Lanço um novo olhar para as grelhas de avaliação do desempenho:

  1. Verifico que há um conjunto de itens que a serem exigidos [e pontuados] nas minhas práticas lectivas revelariam, paradoxalmente, um enviesamento e uma fuga à matriz da minha área disciplinar. Serei penalizado na avaliação por este facto? Preso por ter cão, preso por não ter?
  2. Não me foi atribuído qualquer cargo de director de turma. Estarei afastado do contacto directo com os encarregados de educação, o que poderá ser um obstáculo ao desenvolvimento de relações com a comunidade [esclareço desde já que o meu entendimento de relações com a comunidade é outro: a comunidade está representada na escola pelo aluno. O aluno é o elo de ligação da escola à comunidade e essa relação com o aluno deve ser o referencial usado para avaliar o trabalho do professor… mas isso seria assunto para outras conversas]. Serei penalizado na avaliação por me ter sido fechada uma porta de relacionamento com a comunidade? Preso por ter cão, preso por não ter?

Se prevalecerem as lógicas iníquas que marcaram o concurso de professores titulares, se a aplicação das grelhas de avaliação for pautada pela rigidez, os tribunais terão de abrir as suas portas aos fins-de-semana…