Uma questão de sobrevivência…

Apesar de existir um movimento de reforma que constrange a acção do professor [o novo Estatuto do Aluno e o actual ECD], deixando-o cada vez mais vulnerável nos conflitos recorrentes com os alunos e familiares, é necessário usar todos os instrumentos que garantam a protecção da sanidade mental (e física) do docente.

Bastará percorrer a blogosfera para se perceber que as escolas são cada vez menos lugares seguros e afáveis. O que fazer?

Não pactuar com as inúmeras situações que marcam o dia-a-dia escolar e que se caracterizam pelo desrespeito da dignidade humana, nomeadamente, os casos de violência física, verbal, ou moral. Venham elas de onde vierem: de alunos problemáticos, de famílias desestruturadas, de turmas de CEF’s , de Profissionais, ou de qualquer outro elemento da comunidade escolar.

Não desculpabilizar os infractores que aniquilam o direito à segurança e à propriedade, e evitar que os seus actos fiquem sem consequência.

Nenhum Estatuto do Aluno, mesmo este que irá promover a preguiça e a impunidade, poderá sobrepor-se aos valores civilizacionais e impedir que os professores ajam em defesa própria e dos que se encontram à sua guarda.

Adenda: E pactuar com situações de violência, que marcam o dia-a-dia escolar, passa por fazer de conta que elas não existem na escola situada. Por exemplo, e evitando grandes teorizações sobre a matéria, passa por assobiar para o ar virando na próxima esquina sempre que se vislumbra um conflito que exigiria a nossa intervenção; camuflarmos as situações graves de indisciplina na sala de aula evitando as participações disciplinares porque deixariam um rasto administrativo e eventuais penalizações na avaliação do desempenho.

Adenda II: «Consciente e preocupado essa situação [a indisciplina escolar], o procurador-geral da República vai emitir uma directiva para o Ministério Público fazer essa recolha, “começando pela participação de todos os ilícitos que ocorram nas escolas”, garantiu, ao JN, fonte oficial da procuradoria.
“A sensação de impunidade tem de acabar. Um miúdo de 15 ou 16 anos que exerce violência sobre o colega ou professor e que a directora, porque tem medo, não participa às autoridades é uma situação tremenda”, defendeu Pinto Monteiro, há uma semana, numa entrevista ao semanário “Sol”.» (JN)

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