Outro olhar II

Numa típica incursão pelos terrenos da educação, José Manuel Fernandes insiste no reforço da regulação mercantil da educação escolar como única alternativa às políticas de direita do governo PS. O PSD deve, no entender do director do Público, seguir um caminho mais liberal e menos social-democrata.

“Na área da educação, por exemplo, em vez de prometer mais inglês ou mais computadores, uma oposição com outra visão da relação entre o Estado e a sociedade falaria antes de dar mais liberdade de escolha aos pais; de acabar com a centralização dos concursos e das colocações; ou da responsabilização dos órgãos directivos e de uma maior participação das comunidades e poderes locais; de menos formatação das carreiras e de mais avaliação de escolas e professores em função dos resultados obtidos, não das burocracias cumpridas; de mais concorrência e mais descentralização, permitindo que localmente se percorressem percursos diferentes; de um tratamento equiparado das escolas públicas e privadas, olhando aos seus resultados e não ao seu estatuto; de menos serviços centrais, mesmo chamando-lhes serviços desconcentrados.” (Público, 13/8/07)

Paradoxalmente, este tipo de discurso liberal defende com grande entusiasmo a desconcentração de poderes do Estado, ao nível da definição de percursos escolares diversificados, ao mesmo tempo que reclama uma avaliação de resultados estandardizados e definidos centralmente.
Como avaliar centralmente programas escolares definidos localmente?

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