Olhar despido…

Ontem enviei um vídeo com imagens que eu rotulei de fantásticas a um conjunto de amigos e colegas. Lancei sobre elas, tanto quanto me foi possível, um olhar inocente, axiologicamente neutro.
Hoje, recebi o seguinte comentário:

Receio que as imagens que enviaste se reportem mais à Coreia do Norte do que propriamente à China. O retrato que aparece é do pai do actual líder da Coreia um tal Kim no sei quê. A questão não é despicienda. A China não é muito melhor do que a Coreia no que respeita aos direitos humanos mas a China tem feito um esforço de realçar e na verdade os jogos olímpicos poderiam justificar tanto aparato. Mas deixa-me dizer-te que nunca fui um apreciador destes eventos colectivos, massificados e que ao bom estilo dos …ismos se propagandeavam as ditaduras de Hitler a Estaline e de Fidel a Salazar no caso português no estádio nacional através da mocidade. De qualquer forma reconheço um trabalho aturado e pormenorizado que não me custa a admitir de grande esforço.

Questiono-me se será possível apreciar uma obra de arte ou uma expressão artística depreciando o contexto em que ela foi produzida? Será possível lançar um olhar de espanto para a muralha da China ou para a Torre do Dubai sem deixar que o nosso pensamento indague a natureza dos seus alicerces?