Decisões erráticas…

Não conheço a Natalina mas quero acreditar que o seu caso é um verdadeiro caso de sucesso. E digo isto porque, do pouco que li, foi possível encontrar algumas variáveis, com base empírica razoável, que desempenham um papel relevante na actividade escolar: o envolvimento familiar (“Nestas viagens, feitas durante cinco anos, a estudante foi diariamente acompanhada pela mãe, Florinda Rodrigues, que diz que sempre fez questão de seguir a filha e o seu percurso escolar.”); altas expectativas (a aluna sonha com o curso de medicina); orientação para o sucesso (“Quanto aos estudos, estes intensificavam-se apenas com o aproximar dos testes, altura em que diz que estudava cerca de duas horas por dia, o bastante para lhe garantir uma média de 19 em todas as cinco disciplinas do 12º ano”). Se juntarmos ainda outras variáveis de sucesso, nomeadamente, a competência dos professores (que sugere um ensino estruturado) e a presença de condições físicas e materiais, fica evidente que a aluna teve oportunidade de aprender.

O caso de sucesso acaba por não surpreender. A notícia refere ainda outros casos e destaca a existência de um bom clima de escola.
Até aqui tudo bem não fosse a ironia do destino que, uma vez mais, presenteia uma escola de sucesso com a extinção.

O boneco do contra informação diria: que rrande nóia

Um bom exemplo!

“Entre as tarefas na escola e os trabalhos agrícolas, Natalina Rodrigues, aluna da Escola Secundária do Rodo, na Régua, conseguiu tirar um 20 no exame nacional de matemática.
A estudante frequenta há cinco anos a Escola Secundária do Rodo que fecha as suas portas a 31 de Agosto por decisão do Ministério da Educação.
Aos 17 anos, Natalina sonha em ser médica e, por isso, foi com muito “esforço” e “empenho” que conseguiu tirar um 20 na nota de final de ano de matemática, um resultado que se repetiu nos exames nacionais desta disciplina, notas que espera que lhe permitam entrar para a faculdade de Medicina.
Natalina vive em Vila Seca, concelho de Armamar, tendo de percorrer todos os dias 80 quilómetros, em viagens de ida e volta, para a escola do Rodo.” [continuar a ler aqui]