Megalomanias…

“[…] a futura Cidade Desportiva de Vila Nova de Famalicão será desenvolvida numa área de 217 mil metros quadrados de terreno e deverá acolher um estádio com capacidade até 12 mil lugares, um segundo campo de futebol, dois campos de futebol de sete, uma pista de atletismo, um parque verde e uma praça pública multifuncional, que poderá acolher eventos desportivos e culturais de grande dimensão.”

Quando ouço discursos catastrofistas que projectam a bancarrota para o país; quando confirmo o lugar que me está reservado (como cidadão que vive exclusivamente dos rendimentos do seu trabalho), irremediavelmente perdedor, no momento de pagar a crise financeira que atola o país; quando observo actos de gestão iníquos; fico mais susceptível, só para não dizer que fico enraivecido.

“O presidente da Câmara de Famalicão diz que este projecto, cujo custo previsto vai de 20 a 25 milhões de euros, necessitará de apoios da Administração Central. Diz o autarca que se trata de “uma infra-estrutura de enorme utilidade pública, sobretudo para os jovens, os que mais praticam desporto”.

Será necessário relembrar as condições de prática desportiva das escolas do 1º ciclo? Será necessário relembrar a responsabilidade das autarquias no compromisso que assumiu com a Administração Central na gestão das instalações do 1º ciclo? Será necessário relembrar que os mais jovens dispensam, para a sua prática regular e sistemática, os estádios de futebol?

Ou será que o dinheiro da Administração Central é mais barato?