UMA CORRENTE DIFERENTE…

… porque há correntes que não quero quebrar!…

“Ainda acredito que qualquer revolução do futuro terá início na livre propagação das ideias que a Internet acelera.
Nesse aspecto, a blogosfera constitui para mim o berço ideal para o germinar das soluções ideológicas para o vazio que se instala aos poucos onde antes existiam convicções inabaláveis.
O mundo mudou e em muitos aspectos para pior. E se antes era possível contar com o filtro apertado de valores que obrigavam mesmo os piores a imporem limites para os desvios nas respectivas condutas, nestes dias isso já não acontece da mesma forma.
Cada um no seu espaço privado, ficamos mais à mercê das bizarras associações de interesses que se formam com facilidade neste meio virtual.
E por isso urge despertar de novo a ideia de que a união faz a força.
Essa união existe nas redes cada vez mais complexas que se formam entre aqueles que visam dar largas às suas taras hediondas e, por sua vez, atraem as habituais seitas sem escrúpulos que aproveitam o ensejo para lucrarem das formas mais impensáveis com a “mercadoria” mais vulnerável que a sociedade produz.
As crianças são o alvo da cobiça desta gente que rapta, viola, escraviza e, no topo da desumanidade, chega a roubar-lhes os órgãos internos para comércio clandestino.
Esta insanidade tem que acabar e depressa.
Nós, os que blogamos, temos na mão um instrumento poderoso de divulgação de tudo quanto nos aprouver. Ou seja, podemos constituir-nos num grupo de pressão com visibilidade suficiente para, em esforços colectivos, atrair a atenção mediática e, em última análise, influenciar a opinião pública em torno de temas que de outra forma podem perder-se no meio do bombardeio de informação.
Uma das mais conhecidas ferramentas de propagação seja do que for na blogosfera são as correntes que tantos abominam. E na maioria dos casos com toda a razão.
Porém, esse mecanismo de sucesso comprovado é utilizado quase em exclusivo para a divulgação de testes, questionários e paródias várias, por norma concebidos para inflacionar os contadores do blogue de origem.
E eu gostava de ver esses nossos esquemas a funcionarem de uma forma mais útil para o mundo que integramos e ao qual podemos oferecer contribuições importantes para o tornar melhor.
Gostava de conseguir dar origem a uma corrente que espalhasse pela blogosfera portuguesa o rosto e o nome do Rui Pedro e a causa que ele simboliza.
Tão simples quanto publicar um post com o nome do Rui Pedro no título e a foto do que se presume ser a sua actual aparência.
Porquê? Acima de tudo pelo sinal que isso enviaria aos pais das crianças desaparecidas quanto à capacidade dos seus conterrâneos de se solidarizarem e de darem algo de si pela causa.
Essa causa é a recuperação das crianças e jovens caídos nas garras dessas organizações medonhas, a criação de mecanismos de protecção legislativos, policiais e civis eficazes, o apoio sustentado, permanente, às vítimas que são também as famílias de quem desaparece sem deixar rasto.
E a guerra informática sem quartel a tudo quanto esta ameaça à escala planetária produz.
Só mantendo a questão num plano mediático, nas prioridades de um país que se move ao sabor das modas e das correntes que a Imprensa cria e os vários poderes aproveitam, só assim se reúnem as condições necessárias para que algo de bom aconteça.
E é preciso acabar com a ilusão de impunidade que o excesso de passividade fomenta.
Se as pessoas conseguem unir-se para expulsar da sua comunidade as ovelhas ranhosas que as importunam no plano analógico, acredito que poderão fazer o mesmo no domínio virtual.
Eu gostava de ver erradicados deste meio todos quantos ameaçam a vida e a felicidade das nossas crianças com as suas salas privadas de partilha de imagens abjectas.
E porque alguém tem que dar passos nesse sentido, peço encarecidamente aos seguintes espaços que publiquem um post com a foto acima e o nome do Rui Pedro e tentem convencer outros tantos (ou menos, ou mais) a fazerem o mesmo.
Vamos mostrar ao país que a blogosfera reúne pessoas de bem e capazes de encontrarem no seu tempo a motivação necessária para lutar pelas causas mais prementes destes dias que partilhamos em comum.
Vamos dar um sinal de esperança às vítimas e um sinal de alerta aos seus algozes.”

A Educação do meu Umbigo, do PGuinote
Terrear, do JMatias
Tempo de Teia, da 3za
O Cartel, do Cartel

que a passem a outros e digam aqui, para enviar para ali.

O sistema embrutece

Um serviço de vigilância reteve-me numa sala de exame durante 2 horas. Nada de extraordinário não fosse a situação insólita de estarmos dois vigilantes a vigiar um aluno. Na sala ao lado, 2 vigilantes e 2 alunos. Nas restantes salas, o cenário era semelhante.
Passaram apenas 30 minutos e o aluno terminava o seu trabalho colocando a prova num canto da mesa e iniciava uma indeterminável odisseia de rabiscos na folha de rascunho. Pelo seu ar de enfado só posso presumir que se terá arrependido de ter entrado na sala…mas nem isso fui capaz de averiguar. E ali ficámos os três, calados, mumificados, absortos nos pensamentos.

Esta situação atípica e estupidificante retrata fielmente a rigidez da organização escolar. Qualquer organização que cuidasse da gestão eficiente dos seus recursos humanos não permitiria tamanho desperdício de tempo e de inteligência. Mais, se a organização escolar valorizasse as qualificações dos seus quadros nunca permitira que os professores se ocupassem deste tipo de serviços… que deveriam ser realizados por auxiliares da acção educativa. Mas não é por aqui que pretendo ir… já que nos remeteria para a definição do conteúdo profissional do docente.

O que quero relevar é falta de agilidade da organização escolar que decorre da excessiva centralização da decisão.