Assim NÃO!

Não posso dizer que sou apanhado desprevenido sempre que constato temor, manifesto ou latente, naquele professorado que recua logo no primeiro obstáculo da luta associativa. Desta vez, o pretexto é o hipotético controlo hierárquico por via da contagem dos números da greve. Já vivenciei demasiadas experiências dolorosas ao longo da minha carreira para ficar espantado com este modo errático de lidar com a adversidade. É um cenário muito triste!… É uma pena que os professores não aproveitem esta oportunidade para dar uma lição de cidadania e de participação democrática aos alunos. Por muitos motivos que existam para não fazer greve [e eu não os consigo discernir], o medo não é admissível!!

E bastava apenas uma razão para aderir à greve geral: lutar, de forma inequívoca, contra um modelo de sociedade que se alimenta deste medo de existir!