Campanhas da treta…

A partir de Julho, ao abastecer o seu automóvel numa bomba de gasolina, pode ser surpreendido por uma mensagem de alerta contra a obesidade. Num outdoor ou na factura do combustível, em folhetos ou no circuito interno de televisão. É que, de acordo com a Lusa, a Direcção-Geral da Saúde e a petrolífera Galp têm tudo a postos para uma campanha “sistemática”, a desenvolver nos próximos três anos, de alerta para a obesidade infantil e de apelo aos pais para que ponham os seus filhos a fazer exercício físico.[..]

A obesidade infanto-juvenil é uma epidemia que tem preocupado os responsáveis pela saúde pública a tal ponto que as campanhas de sensibilização para o problema arregimentam meios cada vez mais diversificados. É inquestionável a necessidade de informar as famílias sobre o papel da dieta alimentar e do exercício físico. A investigação alerta para a importância da adopção de estilos de vida activos como meio de prevenir os riscos de doenças de essência hipocinéticas, das quais se destacam as cardio-vasculares, e sugere que a prevenção desta epidemia exige uma acção desde muito cedo no indivíduo de modo a que a apetência para um estilo de vida saudável seja transportada até à idade adulta.
No contexto dos processos de evolução das sociedades modernas que suscitam modelos parentais pobres em actividade física, espera-se que os programas de educação para a saúde promovam essa alteração de estilos de vida. Ora, a meu ver, estes programas têm negligenciado o papel da escola na resolução deste problema porque desvalorizam o papel da Educação Física escolar não só no primeiro clico do ensino básico como nos restantes ciclo de escolaridade.
É neste quadro que considero inócuas as campanhas de rua que visam sensibilizar a população para o problema da epidemia e que não são complementadas com acções concretas no meio escolar e junto das famílias. E se estão a pensar que o programa de prolongamento do horário, no 1º ciclo, e o programa do desporto escolar, nos restantes ciclos, vieram resolver o problema, desenganem-se. Porquê? Fica para outra entrada… [amanhã, na crónica do Correio da Educação]

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