Percurso monocromático…

Na entrada anterior insurgi-me contra a homogeneização escolar por motivos conceptuais [reclamando uma filosofia pedagógica personalista assente na escola cultural]. Podia juntar outras razões, nomeadamente, a uniformização de produtos administrativos [atente-se ao facto de as telas monocromáticas que reflectem os projectos educativos, os planos curriculares de escola, e outros documentos, não projectarem os diferentes contextos educativos]; a dispersão curricular de tamanho único [que impede uma escola de mandar às urtigas as áreas curriculares não disciplinares, por exemplo, e usar esse crédito horário para reforçar a dimensão curricular restrita].

Isto vem a propósito da abertura do processo de candidaturas para a constituição de turmas com Percursos Curriculares Alternativos. E quem são os destinatários? São os alunos até 15 anos de idade, inclusive, que se encontrem em qualquer das seguintes situações:

  • Ocorrência de insucesso escolar repetido;
  • Existência de problemas de integração na comunidade escolar;
  • Ameaça de risco de marginalização, de exclusão social ou abandono escolar;
  • Registo de dificuldades condicionantes de aprendizagem, nomeadamente: forte desmotivação, elevado índice de abstenção, baixa auto-estima e falta de expectativas relativamente à aprendizagem e ao futuro, bem como o desencontro entre a cultura escolar e a sua cultura de origem.

Atendendo a que uma das condições para a abertura deste processo é a garantia de que a matriz curricular apresentada assegura a aquisição de competências essenciais definidas para o ciclo a que se reporta o percurso alternativo, por que razão não se permite a abertura deste processo aos restantes alunos?