Tese gerencialista…

  1. Tal como escrevera aqui, a revisão do Estatuto do Aluno que se propõe reforçar a autoridade dos professores, nada acrescenta aos poderes dos professores. Bem pelo contrário: Se por um lado o professor mantém as competências que já lhe eram reconhecidas no anterior diploma; Por outro lado, o poder dos professores exercido no conselho de turma (lembro que é um órgão colegial) é enfraquecido, na medida em que o conselho de turma passará a ser um órgão consultivo do presidente do conselho executivo em matéria disciplinar. É evidente a preocupação da tutela em concentrar poder na gestão da escola, e sobretudo, no LÍDER da escola, preocupação essa inspirada na gestão empresarial. O modelo de gestão democrática (e não vou aqui discutir as fragilidades deste modelo) definha, paulatinamente, até à estocada final.
  2. A CONFAP considera um contra-senso “afastar alunos indisciplinados das tarefas extracurriculares” (Público 21/4/07). O argumento utilizado é que as actividades extracurriculares têm um papel importante na integração social dos alunos, sobretudo os problemáticos. Concordo que é elevado o potencial educativo das actividades não lectivas, sobretudo, os clubes escolares. É verdade que o aluno distanciado das actividades extralectivas, ou lectivas, inviabiliza o acto educativo. No entanto, sendo a frequência das actividades extralectivas livre e voluntária, considero que um aluno deve ser responsabilizado pelos seus comportamentos desajustados e que a consequência desses actos seja, no limite, a proibição da sua frequência. A liberdade exige responsabilidade.
  3. Hummm… menos actividades extralectivas, menos tempo na escola, mais um problema: a custódia…