SIMPLEX

A notícia de alteração ao estatuto disciplinar do aluno merece-me o seguinte comentário:
A ministra considera que o documento, ainda é vigor, “ao fim de quatro anos de vigência revelou-se insuficiente para resolver os problemas disciplinares nas escolas, sobretudo devido à sua excessiva burocratização“. Ora, como não é fácil obter declarações da ministra que reprovem, de um modo tão claro, a excessiva burocratização, há que sublinhar esta simple(x)s declaração de intenções. Como se vê, sempre omnipresente, o SIMPLEX entrou que nem uma luva no discurso oficial. Mas, e há sempre um mas, simplificar os procedimentos disciplinares ou desburocratizar não significa aliviar o trabalho dos professores e das escolas de tarefas administrativas desprovidas de sentido. Bem pelo contrário: “Outra das novidades da nova proposta de estatuto consiste na não reprovação automática do aluno que ultrapasse o limite estipulado de faltas injustificadas. Contudo, para não ficar retido, o aluno será obrigado a realizar um exame final às disciplinas em causa.” É evidente a preocupação em assegurar o sucesso administrativo e estatístico. A ideia que fico [e aguardo o documento final para comprovar a minha dúvida] é que o novo documento aligeirará as consequências dos alunos infractores e reclamará mais trabalho para os professores. Além da preparação das matrizes de exame, das provas de exame e respectiva correcção, o “documento prevê também uma maior responsabilização dos encarregados de educação no dever de assiduidade dos alunos. “A frequência com que os pais vão ser chamados à escola para serem informados da faltas dos alunos vai aumentar e muito”, afirmou a ministra […]

Pois é… preparem-se, caros directores de turma, para o SIMPLEX…